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Esseral (Being)

LIPSEY, Roger. Gurdjieff Reconsidered: The Life, the Teachings, the Legacy. Berkeley: Shambhala, 2019.

O vocabulário de Belzebu é outra história. Ele usa muitas palavras e expressões nunca antes ouvidas. Já nos deparamos com seu uso adjetival único da palavra ser (traduzimos por “esseral”): existência-esseral, dever-esseral, mentação-esseral, razão-esseral — e há outros. Gurdjieff deixa claro que deseja falar não apenas à mente cotidiana de seu leitor, mas também a uma camada muito mais profunda, que ele chama de subconsciente: mais próxima dos sentimentos e reconhecimentos reais, mais próxima do que realmente somos. Seu uso adjetival (“esseral”) da palavra “ser” é um lembrete recorrente das duas vidas dentro de nós: a consciência superficial, o reino da informação e da resposta padronizada, e a profundidade autêntica onde a Razão genuína pode crescer e se refinar ao longo da vida, onde o dever e também o amor são reconhecidos sem concessões e postos em prática. “Ser” nos remete repetidamente à totalidade da natureza humana, à possível ancoragem do pensamento, do sentimento e da ação nas profundezas de nós mesmos. Um termo relacionado no léxico de Belzebu: presença comum. Utilizado ao longo do livro, é mais um lembrete de nossa possível unidade e coerência, da dignidade da presença humana quando mais plenamente desenvolvida: consciente, sensível, questionadora, guiada por valores sólidos, capaz de ação gentil ou decisiva, livre, mas não distante. Os Contos de Belzebu é um argumento de mil e duzentas páginas em favor da decência e da dedicação.

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