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Centro Emocional

BLOOR, Robin. To Fathom the Gist. Volume I. Approaches to the Writings of G. I. GurdjiefF. Austin: Karnank Press, 2013

  • Beelzebub's Tales pretende provocar uma mudança muito mais profunda no centro emocional do que no centro intelectual, e Gurdjieff descreve o cavalo do coche de aluguel como representação perfeita da vida emocional do ser humano.
    • O cavalo, por negligência nos primeiros anos e solidão constante, tem a vida interior fechada em si mesma e manifesta para o exterior apenas inércia.
    • Nunca recebeu educação adequada, foi moldado por pancadas e abusos, alimentado com palha inútil em vez de aveia e feno, e nunca conheceu o menor afeto.
    • Privado de interesses e aspirações, inclina-se inevitavelmente para a comida, a bebida e o impulso sexual automático.
  • Essa descrição retrata a vida emocional como lamentável: o centro emocional recebeu pouca ou nenhuma educação e foi em grande parte maltratado ou ignorado ao longo da vida.
    • Quem trabalhou sobre si mesmo pode estar em situação menos grave, mas dificilmente terá cumprido seu potencial emocional.
  • O sétimo desdobramento do princípio de Itoklanoz, descrito no capítulo 3, é a qualidade dos being-egoplastikoori do próprio ser, ou seja, seus esforços para a transubstanciação em si mesmo dos dados para a obtenção da Razão objetiva.
    • Para seres de três cérebros que atingiram a idade da responsabilidade, os seis primeiros desdobramentos já pertencem ao passado, deixando pouca possibilidade de mudança.
    • O sétimo desdobramento é extremamente importante, e Beelzebub's Tales faz um esforço direto para melhorar a qualidade dos being-egoplastikoori do leitor.
  • No capítulo 24 de Beelzebub's Tales, Gurdjieff explica o termo being-egoplastikoori por meio da expressão Torre de Babel: como informações precisas de eventos passados raramente chegam às gerações posteriores, a Razão fantástica dos seres humanos constrói teorias inteiras sobre uma única expressão, multiplicando em si mesmos representações psíquicas ilusórias, o que deu origem à estranha psique única de cada ser humano.
  • Na versão bíblica do Gênesis, as gerações após o Dilúvio construíram em Babilônia uma torre para alcançar o céu, e Deus as puniu fazendo-as falar línguas diferentes, interrompendo a construção.
    • Em Beelzebub's Tales, Gurdjieff sugere que o conceito da Torre de Babel originou-se de um discurso de Hamolinadir numa conferência erudita sobre se o homem possui alma.
  • No discurso, Hamolinadir declara que, apesar de ter estudado todas as teorias sobre a alma e concordado com a lógica de cada uma, inclusive tendo escrito uma longa obra sobre o tema, reconhece honestamente ser um idiota ao cubo no que diz respeito a essa questão.
    • Descreve a Babilônia como um lugar onde se constrói uma torre para subir ao céu, erguida com tijolos de aparência idêntica mas feitos de materiais completamente diferentes: ferro, madeira, massa e penugem de éider.
    • Conclui que essa torre inevitavelmente desabará e esmagará tudo, e por isso decide partir imediatamente.
  • Gurdjieff representa a Torre de Babel simbolicamente como uma torre intelectual de especulações infundadas que apenas semeia confusão, conferindo significado a uma alegoria que antes pouco ou nada significava, com a nuance dos tijolos de materiais distintos.
    • Com isso, fornece uma representação psíquica mais útil para esse símbolo.
  • Na opinião dos autores, Gurdjieff, como Oskianotsner, fornece por meio de seus contos uma multidão de tais egoplastikoori, oferecendo material para a educação do centro emocional, e cabe ao leitor recebê-los e absorvê-los sentando-se a seus pés como Hassein.
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