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Centro Intelectual

BLOOR, Robin. To Fathom the Gist. Volume I. Approaches to the Writings of G. I. GurdjiefF. Austin: Karnank Press, 2013

  • Gurdjieff, no capítulo 48 de Beelzebub's Tales, descreve o centro intelectual do homem médio por meio da analogia do cocheiro de aluguel: um tipo semiletrado, arrogante com os iguais e servil com os superiores, dado a devaneios, lisonjas, mentiras e pequenos furtos, que trabalha apenas sob pressão ou na esperança de gorjetas.
    • O cocheiro representa o centro intelectual do ser humano.
    • A definição que lhe cabe é: venceu os corvos, mas foi vencido pelos pavões.
  • Se houver honestidade na auto-observação, alguns aspectos dessa analogia se revelam perturbadoramente precisos: o ser humano devaneio, flerta, engana e possui uma formação intelectual deficiente.
    • Quem faz parte do Trabalho pode ter reparado o intelecto em alguma medida, mas é improvável que tenha atingido seu pleno potencial.
  • No lado negativo dos hábitos intelectuais, muitas respostas a situações e pessoas são governadas pela primeira associação que a mente simiesca produz, opiniões alheias são repetidas como próprias e afirmações não provadas são aceitas com facilidade quando entregues com confiança.
    • No lado positivo, alguns mantêm a mente em relativo exercício com palavras cruzadas, bridge, leituras científicas ou artísticas, aprendizado de idiomas ou estudo de história.
  • Uma série de perguntas convida à auto-avaliação intelectual honesta: se se sabe o que é confrontação lógica e quando foi praticada; se se sabe ponderar e com que frequência; se se pensa por analogia; e se se sabe tratar uma teoria como quem segura uma pomba.
    • Uma pergunta especialmente importante é: de que palavras o vocabulário interior depende frequentemente.
  • Gurdjieff usa palavras inglesas pouco familiares e inventa palavras inteiramente novas para provocar a extensão do vocabulário interior, fornecendo um novo léxico para áreas importantes do pensamento.
  • Gurdjieff descreve, também no capítulo 48, como o homem médio contemporâneo, tendo perdido a capacidade de ponderar e refletir, usa palavras que conhece apenas pelo som sem jamais questionar seu significado exato, e substitui palavras desconhecidas por outras de sonoridade familiar, imaginando assim tê-las compreendido.
    • É necessário observar essa preguiça intelectual com as palavras.
  • Uma passagem do capítulo 1 de Meetings with Remarkable Men aponta que nunca é possível pensar verdadeiramente numa língua estrangeira se se continua a falar ou a pensar na língua materna.
    • Isso implica que é preciso fazer um esforço genuíno para absorver a versão inglesa da língua de Gurdjieff, incluindo todos os seus neologismos, e passar a pensar por meio desse vocabulário.
  • Beelzebub's Tales oferece educação para o intelecto: Gurdjieff distingue dois modos de mentação, por palavras e por forma, e seu uso da linguagem pode aprimorar a mentação por palavras, fornecendo termos precisos para estados e atividades interiores.
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