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termos:sete-centros

centros do homem

Quando se tratou das funções e dos centros, por exemplo, na primeira vez só falou de três centros: intelectual, emocional e motor; tentava inicialmente ensinar-nos a distinguir essas funções, a encontrar exemplos e assim por diante. Só depois disso apresentou o centro instintivo, considerando-o como uma máquina independente, autossuficiente; depois o centro sexual. Lembro-me de que algumas de suas observações prenderam minha atenção. Por exemplo, ao falar do centro sexual, dizia que nunca trabalhava praticamente de maneira autônoma, porque estava sempre na dependência dos outros centros, intelectual, emocional, instintivo e motor.

A propósito da energia dos centros, voltava sempre ao que chamava mau trabalho dos centros e ao papel do centro sexual nesse trabalho. Falava muito da maneira como todos os centros roubam energia do centro sexual e produzem com essa energia um trabalho equivocado, cheio de excitações inúteis, dando em troca ao centro sexual uma energia inutilizável, com a qual ele é incapaz de trabalhar. Lembro-me dessas palavras:

“É uma grande coisa quando o centro sexual trabalha com sua própria energia, mas isso só acontece muito raramente.”

Lembro-me também de uma observação que mais tarde me fez perceber a causa de grande número de raciocínios falsos e de conclusões errôneas. Dizia ele que os três centros do andar inferior, os centros instintivo, motor e sexual, trabalham, um em relação ao outro, à maneira das três forças e que o centro sexual, nos casos normais, desempenha o papel de força neutralizante em relação aos centros instintivo e motor, que agem como forças ativa e passiva.

O método de exposição de que estou falando e as restrições de G. em suas primeiras exposições produziram múltiplos mal-entendidos, sobretudo nos grupos que se seguiram e com os quais não trabalhei.

Inúmeras pessoas achavam contradições entre a primeira exposição de uma ideia dada e as explicações subsequentes e, às vezes, tentando ater-se tão estritamente quanto possível à primeira, elaboravam teorias fantásticas sem a menor relação com o que G. dissera. Assim, a ideia dos três centros era mantida por certos grupos com os quais, repito, eu não tinha nenhuma relação. E essa ideia ligava-se, de certo modo, a das três forças, embora essas ideias não tivessem, na verdade, nada em comum, porque, antes de tudo, não existem no homem comum três centros, mas cinco.

Essa conjunção de duas noções de ordem inteiramente diferente, que se situam numa outra escala e têm significação totalmente diversa, falseava radicalmente o sistema todo para aqueles que pensavam assim. A ideia dos três centros (intelectual, emocional e motor) como expressão das três forças talvez tenha nascido da observação de G., mal compreendida e mal repetida, sobre a natureza da relação entre os três centros do andar inferior.

Por ocasião das primeiras conversas sobre os centros, G. acrescentava uma ideia nova a quase cada reunião. Como já disse no início, ele falara primeiro de três centros, em seguida de quatro, de cinco e, finalmente, de sete centros.

Quase não se falava das subdivisões dos centros. G. dizia que os centros estavam subdivididos numa parte positiva e numa parte negativa, mas não indicou que essa divisão não é idêntica para todos os centros. Dizia que cada centro está dividido em três partes, ou em três andares, eles próprios, por sua vez, divididos em três; mas não dava exemplos e não ressaltava que o estudo da atenção torna possível distinguir o trabalho das diferentes partes dos centros. Tudo isso devia ser estabelecido mais tarde, assim como muitas outras coisas. Por exemplo, embora tenha incontestavelmente dado os princípios fundamentais para o estudo das emoções negativas, de seu papel e significação, bem como os métodos de luta contra essas emoções — métodos que se referem à não-identificação, à não-consideração e à não-expressão dessas emoções — , não deu desenvolvimento a essas teorias e também não explicou que as emoções negativas são inteiramente supérfluas e que não existe para elas nenhum centro normal. (FED)

“Pois, além dos centros de que já falamos, existem ainda dois, o”centro emocional superior“ e o “centro intelectual superior”. Esses centros estão em nós; estão plenamente desenvolvidos e trabalham todo o tempo, mas seu trabalho nunca chega até a nossa consciência ordinária. A razão disso deve ser buscada nas propriedades especiais de nossa pretensa “consciência lúcida”. (FED)

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