No melhor dos casos, a máquina biológica humana deve funcionar como uma fábrica química e elétrica através da qual se passa em uma série definida de processos, entrando em uma extremidade da fábrica no que se chama nascimento, emergindo na outra extremidade durante a morte da máquina como algo bem diferente, da mesma forma que qualquer matéria-prima entraria numa fábrica e emergiria como produto acabado na outra extremidade.
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Em ambos os casos diz-se que ocorreu uma transformação: no primeiro caso, uma transformação interior extraordinária visível apenas a um observador treinado; no segundo, uma transformação ordinária visível ao olho não treinado.
Na forma humana assumem-se todos os atributos, aspectos e conhecimentos de um ser humano; se a máquina esteve morta durante a passagem por ela, ao deixá-la no fim da vida perde-se tudo, todo o conhecimento e toda a experiência acumulados.
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Se a força elétrica de transformação é ativada, o si essencial é mudado, transformado, de modo que se retém o conhecimento e os atributos de um ser humano; isso é verdade apenas se se passou através de algo vivo, algo que teve um efeito elétrico definido sobre o si essencial; se se passou através de algo morto, frio, inerte, escuro, o efeito elétrico transformacional está ausente e o si essencial emerge ao fim da vida completamente inalterado.
É um terrível desperdício da oportunidade da vida humana, um pecado genuíno, ter falhado em usar a máquina biológica humana para a própria evolução possível; a maioria das pessoas sente que está desperdiçando sua vida e em algum momento reconhece que, se realmente quisesse, poderia descobrir facilmente o verdadeiro propósito da vida humana.
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Não é um segredo particularmente bem guardado, e mesmo uma busca superficial logo revela a resposta; se se compreende que a maioria dos seres humanos de fato sabe que poderia conhecer seu propósito de existência mas nada faz a respeito, compreende-se a base do sono, que às vezes é formulado como: o segredo guarda a si mesmo.