O livro baseia-se nas ideias de
Gurdjieff, interpretadas a partir de décadas de trabalho prático com grupos, especialmente na “Academia Internacional para o Aprendizado Contínuo” de John
G.
Bennett em Sherborne, Inglaterra, fundada em 1971, onde
Bennett encorajava o estudo individual e a responsabilidade pessoal pela própria evolução espiritual.
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Gurdjieff e
Bennett foram “estações de transmissão” da força consciente que auxilia a evolução humana, a baraka.
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Perto do fim da vida,
Bennett declarou que o método de transmissão pessoal de mestre para discípulo não é mais suficiente diante das imensas necessidades espirituais do mundo, embora continue existindo ao lado da baraka universal e da baraka de tradições específicas.
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O caminho do desenvolvimento autodeterminado é comparável às viagens perigosas de Indiana Jones sobre pontes frágeis, e embora o trabalho em grupo seja fundamental, nenhuma dependência, culto ou relação sectária deve substituir a liberdade individual, que não pode ser dada por ninguém — nem mesmo por
Deus — mas apenas conquistada pelo próprio praticante.
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Gurdjieff destinou seu ensinamento às gerações futuras de pessoas comprometidas e em busca, chamando sua obra magna de “
Relatos de Belzebu a seu Neto”, e após quarenta anos de trabalho prático conclui-se que o Quarto Caminho, quando aprisionado em dogmas ou formas institucionais, não atende plenamente às necessidades do tempo presente, sendo um círculo inacabado que pede a mão do leitor para se completar.