Para leitores sem familiaridade com
Gurdjieff, o livro inclui noções básicas de sua psicologia, indicando como leitura principal a obra de Pjotr D.
Ouspensky, In Search of the Miraculous, e reconhecendo em John
G.
Bennett o mérito de ter desenvolvido e atualizado os ensinamentos.
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Gurdjieff ensinou na França de 1922 até sua morte.
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As obras de
Bennett também foram fundamentais para a compreensão desse ensinamento.
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Bennett desenvolveu muitas ideias de
Gurdjieff para o tempo contemporâneo e incorporou novos insights.
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O primeiro contato do autor com o “ritual das refeições” e os “Brindes aos Idiotas” na tradição de
Gurdjieff ocorreu no início dos anos 1970, sob a condução de John
G.
Bennett na “Academia para Educação Contínua”, experiência que levou à adoção do ritual em grupos próprios e ao aprofundamento da psicologia idiota.
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Por não ter convivido pessoalmente com
Gurdjieff, foi necessário intuir o sentido de suas expressões crípticas e simbólicas para desenvolver uma compreensão sobre os “Idiotas”, com a ressalva de que a verdade completa é inacessível a qualquer observador individual.
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A abordagem adotada não é acadêmica nem intelectual, mas intuitiva e criativa, orientada pela máxima do mestre Zen Basho de não buscar a sabedoria dos antigos, mas aquilo que eles próprios buscaram, e fundamentada em décadas de prática com refeições rituais na Alemanha e na Itália e no trabalho teórico com os ensinamentos de
Gurdjieff e
Bennett.
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O objetivo do livro é recuperar a psicologia “perdida” que
Gurdjieff empregava extensamente em seus ensinamentos e refeições rituais, fundada na convicção de que a psicologia é uma arte de compreensão intuitiva, e cujos instrumentos são metáforas e “imagens” de tipos humanos mais eficazes do que categorias teóricas.
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Gurdjieff iniciou esse modo de ensinar no Prieuré nos anos 1920 e o praticava quase diariamente em Paris nos anos 1940, mas a maioria das testemunhas já faleceu ou recusa-se a falar com quem considera “de fora”, inclusive por ter sido discípulo de John
G.
Bennett, tido por alguns como “renegado”.
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Os que ainda estão vivos evitam falar com quem não esteve com
Gurdjieff.
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A condição de discípulo de
Bennett era motivo adicional de exclusão aos olhos de certos círculos.
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Nos relatos existentes sobre os “idiots” de
Gurdjieff, o baralho de Tarot de Marselha revelou-se uma chave interpretativa para reconstruir o significado da maioria dos tipos, mediante uma sequência inversa à habitual, ainda que tal paralelismo não seja aceito pela maioria dos seguidores de
Gurdjieff.
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O livro abre-se a correções e acréscimos dos leitores, com a possibilidade de incorporá-los em edições futuras ou em um blog, na esperança de que a leitura seja ao mesmo tempo entretenimento e acréscimo à sabedoria de quem lê.