Em novembro de 1948 ficou claro que o próprio
Gurdjieff viria à América, e os vários componentes da totalidade pessoal reagiram de formas diferentes: o Tolo Doméstico não queria qualquer contato com aquela pessoa perturbadora de reputação muito peculiar; o Peregrino desconfiava; o Cientista estava levemente intrigado, encarando
Gurdjieff não como um professor mas como um colega cientista que usava seres humanos em lugar de animais experimentais, visão adotada após a leitura de uma obra obscura de
Gurdjieff chamada The Herald of the Coming Good, na qual
Gurdjieff falava de “esses cobaias humanas designadas a mim pelo Destino para meus experimentos”; o Missionário, naturalmente, estava cheio de entusiasmo para encontrar o Mestre, vendo em
Gurdjieff uma possível fonte de poder, tendo reunido seu próprio modesto “rabo de burro”, ou seja, um pequeno grupo de seguidores para os quais fazia as vezes de professor, e desejando agora levar seu pequeno rebanho ao Mestre talvez para ganhar algo no processo.
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Os vários elementos da totalidade puxavam para lados opostos, a força que afirma lutando com a força que nega, e o resultado foi que embora a força que afirmava não fosse forte o bastante para levar a Paris, foi suficiente para levar ao Hotel Wellington na Sexta Avenida, pois afinal seria uma pena não encontrar o homem e descobrir o que ele tinha a oferecer.