Uma vez alcançada essa conclusão, desenvolve-se um novo apetite, a fome pelo despertar real e pela consciência plena, com o reconhecimento de que se vê, ouve e conhece apenas uma fração minúscula do que se poderia ver, ouvir e conhecer, e de que se habita o mais pobre e miserável dos cômodos da morada interior, quando seria possível entrar em outros cômodos, belos e repletos de tesouros, cujas janelas dão para a eternidade e o infinito.
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Nesses cômodos transcender-se-ia o eu pessoal mesquinho e ocorreria o renascimento espiritual, a ressurreição do túmulo, tema de tantos mitos e base de todas as religiões mistéricas, incluindo o cristianismo.
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Quem chega a essa conclusão está pronto para jogar o Jogo Mestre, mas não necessariamente sabe como jogá-lo, pois não pode recorrer ao conhecimento instintivo, já que a natureza não dotou os seres humanos de tais instintos.
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A natureza provê o desenvolvimento humano até a puberdade e dota o ser humano do instinto de reprodução, mas depois o abandona a seus próprios recursos.
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Longe de ajudar o ser humano a se desenvolver no ser harmonioso e iluminado que poderia se tornar, a força cega da evolução de fato lhe impõe obstáculos.
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Quem deseja jogar o Jogo Mestre é, portanto, obrigado a buscar um professor, um jogador habilidoso que conheça as regras, mas uma cultura materialista e espiritualmente empobrecida não oferece instruções ao aspirante.
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Os grandes centros de treinamento especializado que se denominam universidades carecem obviamente de universalidade, não colocando a expansão da consciência em primeiro lugar e a aquisição de conhecimento especializado em segundo.
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Educam apenas uma pequena parte da totalidade do ser humano, abarrotando o cérebro intelectual de fatos e prestando alguma deferência superficial à educação do
corpo físico por meio de esportes competitivos idiotas.
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A verdadeira educação, no sentido de expansão da consciência e desenvolvimento harmonioso dos poderes latentes do ser humano, não é oferecida.