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Arauto do Bem Vindouro

NOTT, C. S.. Further Teachings of Gurdjieff. Journey through this world. Including an account of meetings with G. I. Gurdjieff, A. R. Orage and P. D. Ouspensky. London: Routledge & Kegan Paul, 1969

  • Durante uma das visitas a Gurdjieff, este entregou um exemplar de seu opúsculo Herald of Coming Good para leitura e pediu que se encontrasse um editor para ele na Inglaterra.
    • Foi manifestada dúvida de que qualquer livreiro ou editor o aceitaria, dada a pouca ou nenhuma lucratividade, mas foi oferecido o serviço de distribuição na Inglaterra, enviando-o a quem sentisse algo e quisesse pagar por ele.
    • Gurdjieff disse para enviar a todos os interessados em suas ideias, inclusive aos alunos de Ouspensky.
  • Em Londres, com a ajuda de Elizabeth Gordon, que passava a maior parte do tempo no Prieuré e auxiliava Gurdjieff, os exemplares foram enviados, e o silêncio de sua recepção foi quase ensurdecedor.
    • Soube-se depois que Ouspensky havia instruído todos os seus alunos a entregar seus exemplares, que foram destruídos.
  • Levanta-se a questão de por que Gurdjieff teria escrito o Herald of Coming Good, com alguns sugerindo que teria sido para chocar Ouspensky, mas o contexto é o de que as coisas no Prieuré estavam em baixa.
    • Gurdjieff, como tudo no universo, tinha períodos em que a força despendida numa fase de trabalho chegava a um intervalo, um mi ou um si, e nesses períodos fazia um esforço para realizar algo de forma relativamente grande.
    • É possível que o esforço de escrever e imprimir o Herald of Coming Good tenha sido feito para superar um intervalo, tendo custado uma boa quantidade de dinheiro.
    • Como a natureza, Gurdjieff às vezes produzia uma enorme quantidade de sementes para que uma pudesse crescer, afirmando que o esforço em busca de um objetivo real nunca é desperdiçado.
  • Suspeita-se que uma das razões pelas quais Gurdjieff havia querido ver Orage no ano anterior era para que ele revisasse a tradução inglesa do Herald of Coming Good antes de ser impresso, bem como o manuscrito de Beelzebub's Tales e de Tales of Remarkable Men, nos quais ainda trabalhava.
  • O Herald of Coming Good é um opúsculo de noventa páginas, em formato quarto pequeno, com o subtítulo Primeiro Apelo à Humanidade Contemporânea.
    • Ao final há sete fichas de registro, e começa com uma introdução de três frases, a primeira delas com cerca de duzentas e setenta palavras.
    • Gurdjieff anuncia o opúsculo como o primeiro de seus escritos publicados e deixa ao comprador pagar de 8 a 108 francos franceses.
    • É escrito na forma de epístola, encabeçada com a data de terça-feira, 13 de setembro de 1932, no Café de la Paix, em Paris.
    • As frases longas e quase intermináveis tornam a leitura difícil, mas mesmo em sua forma bruta e não editada a verdade transpira; a edição de Orage teria melhorado o texto enormemente.
  • Gurdjieff propõe iniciar naquele dia a exposição do primeiro de sete apelos à humanidade, sendo um dos motivos o fato de ser o último dia do período que havia se atribuído vinte e um anos antes, durante o qual, por um juramento especial, obrigou-se em sua consciência a levar de alguma forma uma vida artificial modelada segundo um programa planejado em conformidade com certos princípios definidos.
    • Considera seu dever expor os motivos que o compeliam a levar tal vida artificial, planejada segundo princípios definidos para as manifestações não naturais ou não habituais de si mesmo.
    • Por esse meio pretendia impedir, em certa medida, a formação daquilo que o rei Salomão chamava de Tzvarharno, algo que se forma por processo natural na vida comum das pessoas como resultado das ações malignas dessa vida comum e que leva à destruição de quem tenta realizar algo para o bem-estar humano geral e de tudo o que realizou.
  • Gurdjieff desejava contrariar nas manifestações das pessoas um traço inerente incrustado em sua psique que constituía um obstáculo à realização de seu objetivo e que suscita nelas, diante de pessoas mais ou menos proeminentes, a função do sentimento de escravidão, ou seja, um sentimento de inferioridade e medo de agir e dizer a coisa errada.
    • Esse sentimento paralisa para sempre a capacidade de manifestar a iniciativa pessoal que ele especialmente necessitava nas pessoas.
  • Gurdjieff sente-se impelido a apresentar um breve esboço das causas desse irresistível esforço seu de compreender claramente o significado preciso em geral dos processos vitais na terra de todas as formas externas de criaturas que respiram, e em particular o objetivo da vida humana à luz dessa interpretação.
    • A maioria das pessoas, segundo ele, nunca se abriu à experiência no período de sua vida responsável, contentando-se com as fantasias alheias formadas a partir de concepções ilusórias, limitando-se ao convívio com semelhantes e automatizando-se a ponto de se engajar em discussões autoritárias de temas aparentemente científicos, mas em sua maior parte abstratos.
  • Embora Gurdjieff também fosse produto de um ambiente anormal como outros, graças a seu pai e a seu primeiro tutor possuía dados que permitiram o desenvolvimento em si de certos traços originais e inerentes, entre eles o de se esforçar para compreender a própria essência de qualquer objeto fora do comum que atraísse sua atenção.
    • Esse traço formou gradualmente um algo que engendrou nele esse impulso irreprimível, e ele sempre procurou encontrar quem pudesse explicar ou ajudá-lo a descobrir as questões que não lhe davam paz.
  • Em 1892 Gurdjieff chegou à conclusão de que lhe era impossível encontrar resposta entre seus contemporâneos, e decidiu retirar-se por um período definido em completo isolamento para tentar, por meio da reflexão ativa, atingir isso por si mesmo ou pensar em novos caminhos para suas pesquisas.
    • Tornou-se em sua vida interior um escravo de seu objetivo, instilado nele pela vontade do destino, e estimulado por isso e depois por sua própria consciência continuou sua busca.
    • Esse autoestímulo era causado pelo sentimento de autossatisfação e orgulho que experimentava cada vez que verificava fatos cada vez mais novos sobre a vida das pessoas em geral, fatos dos quais jamais encontrara sequer uma referência na vida ordinária ou em toda a literatura que havia lido.
  • Embora dotado de poderes incomuns de compreensão e capaz de levar as pessoas a lhe falar sobre seus objetivos mais íntimos e sagrados, e de investigar todo tipo de sociedades religiosas, místicas, filosóficas e ocultistas inacessíveis a pessoas comuns, Gurdjieff não conseguiu elucidar as respostas às suas questões.
    • Nunca perdeu a esperança de encontrar em algum lugar e em algum momento pessoas que lhe mostrassem o caminho ao menos para a chave da porta.
    • Durante todo esse tempo se sustentou trabalhando em vários ofícios e profissões, mudando-os frequentemente para realizar seu objetivo interior.
  • Na Ásia Central Gurdjieff fez amizade com um barbeiro de rua por meio de quem pôde entrar em um mosteiro maometano, e após uma conversa com alguns dos irmãos sobre a natureza e a qualidade da fé humana e as consequências da ação de seus impulsos sobre o homem, convenceu-se de que devia aproveitar aquela oportunidade no mosteiro.
    • Na mesma noite colocou-se no estado necessário e começou a meditar serenamente sobre sua situação e conduta futura, e após três dias convenceu-se de que as respostas podiam ser encontradas na mentação subconsciente do homem.
    • Disso decorria que devia aperfeiçoar seu conhecimento da psique humana de todas as formas, pelo que deixou o mosteiro e voltou a perambular, e um plano se formou em sua mente.
  • Gurdjieff começou a coletar todas as informações escritas e orais que podia entre certos povos asiáticos sobre aquele ramo da ciência altamente desenvolvido nos tempos antigos chamado Mehkeness, a retirada de responsabilidade, do qual a civilização contemporânea conhece apenas uma porção insignificante chamada hipnotismo.
    • Instalou-se em um mosteiro dervixe na Ásia Central e por dois anos estudou a teoria, após o que, para estudo prático, apresentou-se como curador de toda sorte de vícios durante cerca de cinco anos, em conformidade com o juramento essencial imposto por sua tarefa, que consistia em prestar ajuda conscienciosa aos sofredores e nunca usar seu conhecimento e poderes práticos naquele domínio da ciência a não ser para suas investigações, e nunca para fins pessoais e egoístas.
    • Não só chegou a resultados práticos sem precedente e sem igual em seu tempo, como elucidou quase tudo o que era necessário para si mesmo.
    • Descobriu, entre outras coisas, que a completa elucidação do estudo da psique humana devia ser buscada não apenas no subconsciente, mas também nas manifestações de seu estado de vigília.
  • Após grande quantidade de viagens pela Ásia, encontros com homens notáveis registrados na Segunda Série, numerosos experimentos e trabalho com diversas sociedades, Gurdjieff decidiu que, como nessas sociedades geralmente só havia três ou quatro tipos e para a observação das manifestações da psique humana em estado de vigília era necessário ter representantes de todos os vinte e oito tipos existentes na terra conforme estabelecidos nos tempos antigos, formaria uma organização própria em princípios inteiramente novos.
    • Disso resultou, após enorme quantidade de trabalho árduo em Moscou, Tiflis e Constantinopla, o Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem no Château du Prieuré em Fontainebleau.
    • Gurdjieff cita o programa original do Instituto e descreve como estava preparando quatro cenários, um dos quais era Os Três Irmãos, baseado no funcionamento dos três centros.
  • Gurdjieff fala de sua decisão de escrever Beelzebub's Tales e de sua ideia de publicar a obra, sendo que a Segunda Série seria inicialmente lida apenas em grupos e a Terceira Série apenas por aqueles alunos que tivessem trabalhado sobre si mesmos, chegado a certo grau de compreensão e atingido certo grau definido de Ser.
  • Gurdjieff afirma com grande seriedade que Beelzebub's Tales to his Grandson deve ser lido do início ao fim, caso contrário pessoas com o hábito de percorrer um livro pulando e catando trechos aqui e ali sofrerão dano psicológico real, como os intelectuais brilhantes que percorrem um longo livro em uma hora, repetem partes dele e escrevem artigos informativos sobre ele, mas que no que diz respeito à compreensão são iletrados.
  • Havia duas categorias diferentes de pessoas que haviam trabalhado com Gurdjieff: as que haviam começado a trabalhar e depois o deixaram para começar por conta própria, e as que permaneceram com ele mesmo quando foram compelidas a viver em outros países.
    • Daquelas próximas a ele decidiu escolher um número que seriam líderes de grupos e a quem as Segunda e Terceira Séries seriam entregues.
    • Entre outras condições, essas pessoas deviam satisfazê-lo de que tinham em si cinco dados: pontos de partida para uma vida mais ou menos meritória desde a idade preparatória; predisposição hereditária não completamente atrofiada para o desenvolvimento de fatores que provocam os impulsos de vergonha orgânica, religiosidade, patriarcalidade e consciência da própria mortalidade; predisposição hereditária para a erradicação consciente de fraquezas anteriormente enraizadas em sua individualidade; condições adequadas de vida ordinária estabelecidas e possibilidade de atingir certas perspectivas futuras segundo certos princípios; e grau distinto de consciência de sua própria nulidade e possibilidade de atingir a qualidade necessária de um desejo real de se transformar dessa nulidade em algo definido que deveriam ser.
  • Gurdjieff fala sobre sua influência automática sobre as pessoas e seu objetivo conscientemente criado de sempre, sem exceção, manifestar-se benevolamente em relação a todos para o bem deles, travando ao mesmo tempo uma luta incessante contra as fraquezas inerentes à sua própria natureza.
    • Ao se manifestar com essa benevolência interior, tentava de todas as formas descristalizar a vaidade e a presunção já cristalizadas nas pessoas, o que lhe criava inimigos.
    • As pessoas esqueciam o que ele havia feito por elas e lembravam apenas de sua vaidade ferida.
    • Gurdjieff afirma que a causa fundamental de quase todos os mal-entendidos que surgem no mundo interior do homem e no processo da vida comunitária das pessoas é principalmente aquele fator psíquico presente no ser humano durante o período da idade preparatória exclusivamente por causa de uma educação errada, e no período da idade responsável, cujo estímulo gera nele os impulsos de Vaidade e Presunção.
    • Afirma categoricamente que a felicidade e a autoconsciência que deveriam estar presentes num homem real, bem como a existência comunitária pacífica entre as pessoas, dependem na maioria dos casos exclusivamente da ausência em nós do sentimento de Vaidade.
  • Gurdjieff deseja sinceramente que todo aquele que se esforça para justificar perante a Grande Natureza seu destino como homem e não meramente como animal veja em seus escritos e nos grupos por ele formados meios de ajudar o homem a erradicar de sua presença comum aquele algo indesejável que dá origem a toda variedade de sentimentos de vaidade e amor-próprio.
    • Seu propósito, entre outras coisas, era fazer com que seus leitores compreendessem mais claramente o real significado da presença no mundo interior do homem de fatores que contribuem para um cultivo consciente, ou mesmo automático, de bons impulsos idealizados e professados por todas as doutrinas religiosas que existiram e ainda existem na Terra, bem como pela real moralidade que os séculos formaram na vida humana.
  • Desde que começou o livro até terminá-lo, Gurdjieff pôs em prática, insistentemente e com constante autodesdém, aquele princípio religioso filosófico conhecido pelos homens há séculos, segundo o qual os antepassados e mesmo alguns contemporâneos graças à sua boa vida atingiram certo grau de autoconsciência e dedicaram um terço de cada ano de sua vida ao objetivo do autoperfeiçoamento, ou, como se diz, à salvação de suas almas.
    • Esse princípio religioso filosófico pode ser formulado assim: ser paciente em relação a todo ser e não tentar pelas possibilidades em nosso poder alterar as consequências das ações malignas de nossos vizinhos.
    • Ao mesmo tempo, na medida em que sua energia esgotada o permitia, lembrava sua tarefa de manifestar benevolência interior para com os que entravam em contato com ele e, sob uma máscara de irritação, travar guerra implacável contra todas as manifestações declaradas nas pessoas pelos fatores malévolos da vaidade presente em seu ser.
  • Gurdjieff se refere aos seres humanos como criaturas infelizes que, por falta de força de vontade e de razão objetiva, tornaram-se, por causa de seu ambiente anormal, quase simples animais que vegetam automaticamente, ao passo que deveriam ser criaturas verdadeiramente semelhantes a Deus, capazes de compreender a situação dos outros.
    • Sua descoberta foi que a força e o grau de benevolência interior de um homem evocam nos outros um grau proporcional de má vontade, o que contradiz completamente a ideia habitual.
  • Gurdjieff fala sobre os eventos que levaram ao estabelecimento do Instituto em Fontainebleau e descreve as três categorias de alunos: os que desejavam sinceramente trabalhar num desenvolvimento integral de si mesmos segundo o Método e estudar a teoria; os que desejavam estudar a teoria do sistema e ser curados de alguma enfermidade pelos métodos do Instituto; e os que vinham assistir às palestras e estudar um assunto especial.
    • Propunha dividir os alunos da primeira categoria em três grupos: Exotérico, Mesotérico e Esotérico, todos começando no grupo Exotérico e podendo passar para o Mesotérico e depois para o Esotérico segundo o mérito pessoal, o trabalho e os esforços realizados e o grau de Ser e compreensão atingido.
  • Após delinear o trabalho geral do Instituto, Gurdjieff diz que atenção especial será dedicada àquelas pessoas que apresentam certos sintomas patológicos, como fraqueza de vontade, voluntarismo, apatia, preguiça, medos irracionais, fadiga contínua, irritabilidade, troca irregular de substâncias, abuso de álcool ou narcóticos, e assim por diante.
  • Gurdjieff menciona seu acidente em julho de 1924, cujos efeitos o levaram a rever todas as suas atividades passadas, a liquidar aquela fase do trabalho do Instituto e a começar em novas linhas.
    • Quando se sentiu bem o suficiente para ir a Paris, foi mancando com duas ou três pessoas ver um filme chamado Os Dois Irmãos e, revoltado com o disparate de moda e sem sentido da tela, aceitável apenas por causa do instinto de rebanho e do processo hipnótico geral, foi ao Café de la Paix e começou a elaborar um cenário que chamaria Os Três Irmãos, baseado nas funções dos três centros.
    • Depois de trabalhar nisso por algum tempo, veio-lhe da memória de lendas ouvidas na infância sobre os primeiros seres humanos na terra a ideia de escrever um livro com Belzebu, que foi testemunha de todos aqueles eventos remotos, como herói principal.
  • Quanto à terceira série de seus escritos, Gurdjieff diz que o conhecimento dela só é permitido a quem tem conhecimento completo da primeira e da segunda e começou a se manifestar e a reagir às manifestações dos outros de acordo com seus ensinamentos.
    • Suplica aos interessados em suas ideias que nunca leiam seus livros senão na ordem indicada e nunca leiam as obras posteriores antes de estar bem familiarizados com as anteriores, pois se os livros não forem lidos na sequência correta, poderão surgir fenômenos indesejáveis nas pessoas que poderiam até paralisar para sempre a possibilidade do autoperfeiçoamento normal.
  • Gurdjieff menciona um experimento que estava realizando para que, na mentação das muitas pessoas que o haviam encontrado no terreno de suas ideias mas que persistiam em vegetar na terra, e em quem havia despendido muito tempo sem benefício para elas ou para si mesmo, principalmente por causa de sua preguiça criminosa, pudesse surgir um choque de tal intensidade que permitisse a formação nelas, mesmo automaticamente, de alguma forma de pensamento e sentimento próprios do homem.
  • Gurdjieff conclui apelando àqueles que trabalharam com ele e que têm em sua individualidade aquele sentimento de reavaliação de si mesmo que lhes deu algo que o homem comum não possui, pedindo que se dediquem por um período definido, explicando suas ideias, a ajudar os filhos de nosso Pai Comum que como eles se extraviaram e carecem em seu mundo interior de toda perseverança em relação à verdade objetiva.
    • Àqueles que estão ofendidos com ele diz: acreditem que durante todo o período de sua relação com eles, seu mundo interior nunca abrigou impulsos egoístas ou altruístas, existindo sempre e em tudo apenas o simples desejo de preparar em toda perfeição para as gerações futuras a ciência da verdade objetiva da realidade.
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