autores-obras:gig:magos:luta-dos-magos-5
Ato V Mesma cena do segundo ato.
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A cena retoma o ambiente do segundo ato, com o Mágico Branco, seu assistente e todos os alunos presentes, exceto Zeinab, ocupados com os movimentos que lembram danças.
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Haila irrompe na sala, ajoelha-se diante do Mágico e, agitada, narra o que aconteceu com Zeinab; o Mágico, atônito, reflete profundamente e interroga a velha sobre detalhes, enquanto os alunos também ficam consternados.
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Para descobrir o que se passa com Zeinab, o Mágico hipnotiza um de seus alunos e lhe faz perguntas; as respostas do adormecido se materializam como imagens na parede do fundo.
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As imagens mostram Zeinab sozinha em seu quarto, travando uma violenta luta interior, alternando momentos de aparente domínio e de colapso no divã, com gestos de sofrimento, desespero e resistência a alguma força estranha.
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Haila entra e mal é notada pela ama, que responde com impaciência; em seguida Rossoula chega com joias de Gafar, e Zeinab, longe de se espantar, as experimenta diante do espelho de modo nervoso e automático, acabando por consentir com o que Rossoula propõe.
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Haila, de joelhos, suplica a Zeinab que não ceda, mas esta, completamente transformada, ordena silêncio à velha, envolve-se numa capa e parte com Rossoula; Haila, após um momento de desorientação, decide seguir apressada.
O Mágico desperta o aluno, compreende o que ocorreu e, indignado e alarmado, prepara uma cerimônia com vestimentas especiais, vasos conectados por uma barra de cobre, velas e a varinha de marfim, enquanto os alunos também se paramentam, lavam as mãos e bebem uma preparação.-
O Mágico derrama um líquido no vaso maior, acende gradualmente todas as velas com gestos e palavras desconhecidas, e com a varinha provoca centelhas cada vez mais fortes; os alunos fazem passes sobre o vaso menor em pares que se revezam ao se exaurirem.
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No ápice da cerimônia, explosões e escuridão total se sucedem; numa das imagens projetadas na parede, o Mágico Negro aparece no trono em convulsões e cai ao chão.
Após a cerimônia, o Mágico, exausto como seus alunos, senta-se numa poltrona, fecha os olhos e sussurra palavras em concentração; surge então uma imagem de Gafar semideitado no divã, aguardando alguém com expressão de satisfação.-
Zeinab entra conduzida por uma mulher que se retira; Gafar toma sua mão e, antes de conduzi-la ao divã, ambos ficam imóveis como estátuas e em seguida saem como autômatos.
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Em seguida, Gafar e Zeinab entram na sala em estado sonambúlico; os alunos sentam-nos em cadeiras e despertam Zeinab.
Ao recuperar a consciência, Zeinab compreende o que aconteceu, irrompe em soluços e lança-se arrependida aos pés do Mágico, que a levanta com gentileza acariciando seus cabelos.-
O Mágico vai até Gafar, que ao se reorientar reage com indignação; após ouvir o Mágico, acalma-se gradualmente.
O Mágico apresenta a Gafar duas visões do seu futuro possível por meio de imagens na parede.-
Na primeira, Gafar aparece velho, curvado e fraco, mas feliz e alegre, saudado por todos na rua com reverências e flores.
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Na segunda, Gafar aparece velho com rosto maligno e insatisfeito, sendo evitado com aversão, cuspido e apedrejado pelas crianças.
A mensagem central do Mágico é que o que se semeia é o que se colhe: os atos do presente determinam o futuro, e é dever de cada ser humano, em cada momento presente, preparar o futuro aprimorando o passado, pois essa é a lei do destino.A cena se encerra com o Mágico erguendo a mão e sussurrando uma oração pedindo ao Senhor Criador e a seus assistentes que ajudem a todos a lembrar-se de si mesmos a todo momento para evitar ações involuntárias, pois é somente por meio delas que o mal pode se manifestar.-
Todos cantam que as forças se transformam para existir.
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O Mágico abençoa a todos e deseja que a reconciliação, a esperança, a diligência e a justiça estejam sempre com todos, ao que respondem com um Amém.
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