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XX O terceiro voo de Belzebu ao planeta Terra
GURDJIEFF — BTG-XX (B207-B226)
Resumo a partir da versão em inglês publicada em 1950
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Beelzebub retomou sua narrativa depois de uma breve pausa em Marte, onde havia tratado de assuntos tribais e recebido recém-chegados, antes de descer novamente ao planeta Terra com o propósito de erradicar o costume dos Sacrifícios entre os esserais tricêntricos.
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A estadia em Marte foi curta
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O objetivo declarado era o de extirpar o costume de destruir esserais de outros sistemas cerebrais a pretexto de obra divina
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Na terceira descida à Terra, a nave Occasion não pousou no mar Kolhidioso (atual Mar Cáspio), mas no mar chamado naquela época Mar da Beneficência, pois Beelzebub pretendia ir à capital do segundo grupo do continente Ashhark, a cidade Gob.
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A cidade Gob ficava na margem sudeste daquele mar
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Era conhecida em todo o planeta pela produção dos melhores tecidos e ornamentos preciosos
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A cidade Gob se estendia pelas duas margens da foz do grande rio Keria-chi, que desembocava no Mar da Beneficência e nascia nas alturas orientais daquela região.
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No lado ocidental do mesmo mar desembocava outro grande rio, o Naria-chi
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Os esserais do segundo grupo do continente Ashhark viviam principalmente nos vales desses dois rios
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Beelzebub, a pedido de Hassein, concordou em contar a história da origem desse grupo de esserais do continente Ashhark.
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Hassein expressou grande interesse e gratidão pela oferta
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Muito antes do período narrado, ainda no tempo do continente Atlântida em seu apogeu, um esseral daquele continente inventou que o chifre em pó de um esseral da forma exterior chamada Pirmaral era eficaz contra toda espécie de doenças.
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Essa invenção se difundiu amplamente pelo planeta
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Cristalizou-se na Razão dos esserais comuns um fator ilusório que passou a governar o Razão da existência desperta, tornando-se causa principal da mudança frequente de convicções
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Em consequência desse fator cristalizado, tornou-se regra entre os esserais tricerebrais do planeta que qualquer esseral adoecido deveria ingerir o chifre em pó de Pirmaral.
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Os Pirmarals ainda existem na Terra no tempo presente
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Os esserais contemporâneos os consideram apenas uma espécie de veado, sem nome especial
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Como os esserais do continente Atlântida destruíam muitos Pirmarals para obter seus chifres, esses esserais logo foram extintos naquele continente, levando os caçadores profissionais a buscá-los em outros continentes e ilhas.
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A caçada era difícil e exigia grande número de caçadores
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Por isso os caçadores profissionais levavam suas famílias inteiras como auxílio
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Certa vez, várias famílias de caçadores se uniram para caçar Pirmarals num continente muito remoto chamado Iranan, que após a segunda catástrofe passou a se chamar continente Ashhark.
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Esse mesmo continente é o que os contemporâneos de Hassein chamam de Ásia
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Diversas partes do continente Iranan afundaram durante a segunda catástrofe terrestre e outras emergiram em seu lugar, tornando-o quase tão grande quanto o continente Atlântida havia sido
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Enquanto perseguiam uma manada de Pirmarals, os caçadores chegaram às margens do espaço aquático que mais tarde seria chamado Mar da Beneficência, e tanto o mar quanto suas margens férteis os agradaram tanto que decidiram ali permanecer.
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O país era excelente para a existência esseral comum
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Abundavam Pirmarals, árvores frutíferas, pássaros em bandos que escureciam o céu, peixes em quantidade e solo fértil em todas as margens
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O clima e tudo o mais encantou tanto os caçadores e suas famílias que nenhum deles desejou retornar ao continente Atlântida, e ali ficaram, multiplicando-se e vivendo em abundância.
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A expressão usada para descrever sua prosperidade foi viver sobre um leito de rosas
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Naquele momento havia nas margens do mesmo mar um esseral já estabelecido, proveniente do continente Atlântida, pertencente à seita dos Astrosovors e membro de uma sociedade de sábios chamada Akhaldan, a mais notável que jamais existiu ou provavelmente existirá naquele planeta.
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Esse membro da Akhaldan chegara àquelas margens por razões específicas ligadas à missão da sociedade
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A coincidência de seu encontro com os caçadores teria grandes consequências para os descendentes desse segundo grupo
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Pouco antes da segunda grande catástrofe, os verdadeiros sábios do continente Atlântida que haviam organizado a grande sociedade Akhaldan perceberam que algo muito sério estava prestes a ocorrer na natureza e passaram a observar com cuidado todos os fenômenos naturais, sem conseguir determinar o que exatamente aconteceria.
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Para ampliar as observações, enviaram membros a outros continentes e ilhas
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Os membros enviados deveriam observar tanto os fenômenos naturais da Terra quanto os fenômenos celestes
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Um desses membros escolheu o continente Iranan para suas observações e se instalou nas margens do espaço aquático que mais tarde seria chamado Mar da Beneficência.
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Foi exatamente esse sábio membro da Akhaldan quem encontrou por acaso alguns dos caçadores mencionados
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Quando o continente Atlântida afundou e o sábio membro da Akhaldan não teve mais para onde retornar, ficou a existir com os caçadores na futura Maralpleície.
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Pouco depois os caçadores o escolheram como chefe por ser o mais inteligente
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Mais tarde ele se casou com Rimala, filha de um dos caçadores, e passou a compartilhar plenamente a vida dos fundadores do segundo grupo do continente Iranan
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Com o passar do tempo os esserais desse lugar nasciam e morriam, o nível geral da psique mudava ora para melhor ora para pior, e os esserais foram se multiplicando e se espalhando pelo país, sempre preferindo as margens do Mar da Beneficência e os vales dos dois grandes rios.
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Mais tarde o centro de existência comum se formou na margem sudeste do mar
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Esse lugar foi chamado de cidade Gob e tornou-se o local de existência principal do chefe do segundo grupo, chamado rei
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As funções de rei eram hereditárias, iniciando-se com o primeiro chefe eleito, que era o referido membro da sociedade Akhaldan.
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No período ao qual a narrativa se refere, o rei era o neto do bisneto daquele primeiro chefe
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Esse rei chamava-se Konuzion
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As mais recentes investigações detalhadas de Beelzebub revelaram que o rei Konuzion havia adotado medidas sábias e benéficas para erradicar um mal terrível surgido entre seus súditos.
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O rei Konuzion constatou que os esserais de sua comunidade tornavam-se cada vez menos capazes de trabalhar
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Crimes, roubos e violências antes inexistentes ou excepcionais aumentavam constantemente
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Após longas observações, o rei Konuzion concluiu que a causa daquele fenômeno lamentável era o novo hábito de seus súditos de mastigar as sementes de uma planta chamada Gulgulian, conhecida atualmente como papoula.
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Os esserais de Maralpleície só tinham paixão pelas sementes colhidas no momento exato do amadurecimento
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Essa formação surplanetária ainda existe na Terra no tempo presente
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O rei Konuzion compreendeu claramente que aquelas sementes continham algo capaz de alterar completamente todos os hábitos estabelecidos da psique dos esserais que as ingeriam, fazendo-os ver, sentir e agir de maneira totalmente diferente do habitual.
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Um corvo parecia um pavão; uma tina de água, um mar; um barulho áspero, música
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Boa vontade parecia inimizade; insultos pareciam amor
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Convencido disso, o rei Konuzion enviou imediatamente mensageiros de confiança por toda parte para ordenar em seu nome que todos os esserais de sua comunidade cessassem de mastigar as sementes da planta mencionada, estabelecendo punições e multas para os desobedientes.
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Graças a essas medidas, a mastigação pareceu diminuir no país de Maralpleície
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Muito pouco tempo depois descobriu-se que o número dos que mastigavam havia apenas aparentemente diminuído, sendo na realidade ainda maior do que antes
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Compreendendo isso, o sábio rei Konuzion resolveu punir ainda mais severamente os infratores, reforçando a vigilância e a rigorosidade na aplicação das punições.
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O próprio rei passou a circular pessoalmente pela cidade Gob, examinando os culpados e aplicando punições físicas e morais
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Apesar de tudo, o resultado desejado não foi obtido e o número dos que mastigavam crescia cada vez mais
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Ficou então claro que o número dos que mastigavam havia aumentado ainda mais porque muitos esserais tricerebrais que nunca haviam mastigado antes começaram a fazê-lo por curiosidade, uma das particularidades da psique daqueles esserais.
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A curiosidade em questão era a de experimentar o efeito das sementes cuja mastigação era proibida e punida com tanta insistência
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Embora essa particularidade psíquica tenha começado a se cristalizar logo após a perda da Atlântida, nos esserais contemporâneos ela funciona de modo mais flagrante do que em épocas anteriores
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Quando o sábio rei Konuzion se convenceu definitivamente de que as medidas descritas não eram capazes de extirpar a paixão pela mastigação das sementes de Gulgulian, e que seu único resultado havia sido a morte de alguns punidos, aboliu todas essas medidas e voltou a pensar seriamente em outro meio real para destruir aquele mal.
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Conforme um antigo monumento sobrevivente, o grande rei Konuzion recolheu-se a seus aposentos e por dezoito dias não comeu nem bebeu, apenas pensando profundamente
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O rei estava particularmente ansioso para encontrar um meio porque todos os assuntos de sua comunidade pioravam cada vez mais
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Os esserais viciados na paixão haviam quase cessado de trabalhar, o fluxo de dinheiro para o tesouro comunitário havia cessado completamente e a ruína definitiva da comunidade parecia inevitável.
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O sábio rei decidiu então agir indiretamente sobre o mal, explorando as fraquezas da psique dos esserais de sua comunidade
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Com esse objetivo inventou uma doutrina religiosa original, adequada à psique dos esserais daquele tempo, e a difundiu por todos os meios disponíveis entre seus súditos
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Nessa doutrina religiosa dizia-se que longe do continente Ashhark existia uma ilha maior onde vivia o Senhor Deus.
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Na doutrina religiosa original do sábio rei Konuzion dizia-se que o Senhor Deus havia intencionalmente ligado às almas os órgãos e membros para protegê-las e permitir-lhes servir eficientemente tanto a ele próprio quanto às almas já levadas para sua ilha.
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Quando morre e a alma se liberta de todos os órgãos e membros, ela vai imediatamente para a ilha do Senhor Deus
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O Senhor Deus, de acordo com como a alma existiu no continente Ashhark, lhe atribui um lugar adequado para sua existência futura
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Se a alma cumpriu seus deveres honestamente, o Senhor Deus a mantém em sua ilha; se foi preguiçosa ou desobediente aos mandamentos, é enviada para uma ilha vizinha menor.
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Na ilha principal, chamada Paraíso, existência é descrita como pura felicidade: rios de leite com margens de mel, sem necessidade de trabalho, com mulheres jovens e belas de todos os povos, montanhas de ornamentos e de doces preparados com essência de papoula e cânhamo disponíveis a qualquer hora
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Não há doenças, piolhos nem moscas nessa ilha
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A outra ilha menor, para onde o Senhor Deus envia as almas ociosas e desobedientes, é chamada Inferno.
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Todos os rios dessa ilha são de piche ardente, o ar fede como um gambá acuado, seres horríveis sopram apitos em todas as praças, e todos os móveis e camas são feitos de agulhas com as pontas para fora
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Uma única bolacha muito salgada é distribuída por dia a cada alma, sem uma gota de água para beber
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Quando Beelzebub chegou pela primeira vez ao país de Maralpleície, todos os esserais tricerebrais daquele país seguiam uma religião baseada nessa engenhosa doutrina religiosa, que então estava em pleno florescimento.
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O próprio inventor dessa doutrina, o sábio rei Konuzion, havia morrido havia muito tempo
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Já na cidade Gob, desde o primeiro dia de sua chegada, Beelzebub começou a frequentar os Kaltaani, que naquele período já eram chamados Chaihana.
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O costume dos Sacrifícios também florescia naquele período no país de Maralpleície, mas não na mesma escala em que havia florescido no país Tikliamish
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Beelzebub logo encontrou tal amigo na cidade Gob, mas desta vez não era um sacerdote de profissão, e sim o proprietário de um grande Chaihana, embora com ele nunca tenha surgido o mesmo vínculo estranho que havia nascido em sua essência em relação ao sacerdote Abdil na cidade Koorkalai.
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Durante um mês inteiro de existência na cidade Gob, Beelzebub não havia decidido nem empreendido nada prático para seu objetivo
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Simplesmente vagou pela cidade Gob, visitando vários Chaihana e depois o de seu novo amigo
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Durante aquele tempo Beelzebub se familiarizou com os costumes e a religião daquele segundo grupo, e ao fim do mês decidiu alcançar seu objetivo por meio da religião existente, tal como havia feito no grupo anterior.
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Após reflexão séria, concluiu ser necessário acrescentar algo à doutrina religiosa já existente
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Contava poder difundir essa adição com a mesma eficácia com que o sábio rei Konuzion havia difundido a doutrina original
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Beelzebub inventou então que os espíritos de cap-de-invisibilidade que, segundo a grande religião, observam atos e pensamentos para relatá-los ao Senhor Deus, são precisamente os esserais de outras formas que vivem entre os humanos.
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São eles que vigiam e relatam tudo ao Senhor Deus
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Os humanos não só deixam de prestar-lhes honra e respeito merecidos, como ainda destroem suas existências para alimento e Sacrifícios
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Beelzebub enfatizou em sua pregação que não apenas não se deveria destruir a existência dos esserais de outras formas em honra ao Senhor Deus, mas ao contrário, dever-se-ia tentar conquistar seu favor e implorar-lhes que ao menos não relatassem ao Senhor Deus os pequenos atos maldosos cometidos involuntariamente.
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Essa adição começou a ser difundida por todos os meios possíveis, com muita cautela
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A difusão foi iniciada por meio do novo amigo, o proprietário do Chaihana
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O Chaihana do proprietário era quase o maior de toda a cidade Gob e muito famoso por seu líquido avermelhado, do qual os esserais do planeta Terra são muito apreciadores.
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Havia sempre grande número de clientes, funcionando dia e noite
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Frequentavam o local não apenas os habitantes da própria cidade, mas também todos os visitantes de toda a Maralpleície
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O próprio proprietário do Chaihana acreditou tão firmemente na invenção de Beelzebub que não sabia mais o que fazer de si mesmo por arrependimento do passado.
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Vivia em constante agitação e se arrependia amargamente de sua anterior atitude desrespeitosa para com os esserais de outras formas
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Tornando-se dia a dia um pregador mais ardente da invenção, começou de iniciativa própria a visitar outros Chaihana da cidade Gob para difundir a verdade que tanto o havia agitado, pregando nas praças de mercado e fazendo visitas especiais aos lugares sagrados dos arredores
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É muito interessante notar que a informação que serve na Terra para o surgimento de um lugar sagrado costuma vir de certos esserais chamados Mentirosos.
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A doença da mentira é muito difundida no planeta Terra
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Além do proprietário do Chaihana, vários outros esserais em breve passaram a ajudar Beelzebub inconscientemente, tendo se tornado apoiadores ardentes de sua invenção, e todos os esserais daquele segundo grupo asiático logo espalhavam com entusiasmo essa invenção como uma verdade indubitável que havia sido revelada.
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Farsas cômicas muito em breve começaram a ocorrer ali
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Tais farsas cômicas incluíam, por exemplo, um respeitável e rico comerciante da cidade Gob sendo arrancado de seu jumento por uma multidão colorida que o espancava por ter ousado montar no animal, após o que a multidão escoltava o jumento para onde ele desejasse ir.
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Um lenhador que transportava madeira ao mercado com seus bois era igualmente arrastado de sua carroça, espancado, os bois soltos e escoltados para onde quisessem ir
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Se a carroça estivesse num local que prejudicasse o tráfego, os próprios cidadãos a arrastavam até o mercado e a deixavam à sua sorte
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Graças a essa invenção de Beelzebub, novos costumes muito em breve foram criados na cidade Gob.
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Estabeleceu-se o costume de colocar cochos em todas as praças, lugares públicos e encruzilhadas, onde os moradores podiam jogar pela manhã as melhores iguarias para cães e outros esserais errantes de diversas formas
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O costume mais peculiar de todos foi o de prestar atenção às vozes dos esserais de diversas formas, diante das quais os esserais começavam imediatamente a louvar os nomes de seus deuses e a aguardar suas bênçãos.
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Seja o cantar de um galo, o latir de um cão, o miar de um gato, o guinchar de um macaco ou qualquer outro som, sempre os sobressaltava
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Por alguma razão sempre erguiam a cabeça e olhavam para cima, embora segundo o ensinamento de sua religião seu deus e seus assistentes existissem no mesmo nível deles, e não onde dirigiam os olhos e as orações
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Ahoon, o velho e dedicado servo de Beelzebub que também ouvia os relatos com grande interesse, interrompeu para lembrar quantas vezes eles próprios, na cidade Gob, haviam tido de se prostrar nas ruas diante dos gritos de esserais de diferentes formas.
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Beelzebub confirmou que se lembrava bem daquelas impressões cômicas
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Beelzebub explicou a Hassein que, por conhecer muito bem esse aspecto da estranha psique daqueles esserais, não desejava ofendê-los e incorrer em sua ira, e que sempre considerou imoral ultrajar o sentimento religioso de alguém.
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Por isso, quando existia entre eles, sempre procurava fazer o mesmo que faziam para não se destacar nem atrair atenção
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O que Ahoon havia mencionado maliciosamente dizia respeito ao costume desenvolvido na cidade Gob de atribuir significado às vozes dos esserais de diversas formas, especialmente à voz dos jumentos, dos quais havia grande quantidade na cidade Gob por alguma razão.
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Esserais de outras formas manifestam-se pela voz em momentos definidos, como o galo à meia-noite e o macaco de manhã quando tem fome, mas os jumentos zurram quando bem entendem, a qualquer hora do dia ou da noite
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Estabeleceu-se na cidade Gob que ao se ouvir a voz do jumento, todos os que a ouvissem deveriam se prostrar imediatamente e oferecer orações a seu deus e aos ídolos reverenciados, e os jumentos têm naturalmente uma voz muito alta e que se ouve de longe
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Beelzebub encerrou o comentário sobre Ahoon com uma observação bem-humorada sobre a satisfação venenosa com que o velho servo havia lembrado, depois de tantos séculos, aquela situação cômica.
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Em seguida prosseguiu com o relato que havia iniciado
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Beelzebub afirmou que naquele segundo centro de cultura dos esserais tricerebrais do continente Ashhark, a destruição de esserais de outras formas para Sacrifícios havia cessado completamente, e se casos isolados ocorriam, os próprios esserais daquele grupo ajustavam as contas com os infratores sem compaixão.
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Convencido de ter conseguido com tanta facilidade erradicar naquele segundo grupo o costume dos Sacrifícios por longo tempo, Beelzebub decidiu partir
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Resolveu visitar também os grandes centros próximos onde esserais do mesmo segundo grupo proliferavam, escolhendo para isso a região do curso do rio Naria-chi
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Logo após essa decisão, Beelzebub partiu com Ahoon em direção à foz daquele rio e começou a subir contra sua corrente, persuadido de que os novos costumes e as novas noções sobre os Sacrifícios já haviam se propagado dos esserais da cidade Gob para os demais centros populosos daquele grupo.
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Chegaram afinal a uma pequena cidade chamada Arguenia, considerada naqueles dias o ponto mais remoto do país Maralpleície
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Ali existia um número razoável de esserais do segundo grupo asiático, dedicados principalmente à extração de turquesa da Natureza
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Na pequena cidade de Arguenia, Beelzebub começou como de costume a visitar os vários Chaihana e a continuar o procedimento habitual.
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