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XXX Arte

GURDJIEFFBTG-XXX (B449-B523)

LIVRO II: RBN II-29RBN II-31

  • Beelzebub interrompe sua narrativa para convidar Ahoon, seu velho servo e testemunha ocular das viagens ao planeta Terra, a contribuir com suas próprias impressões sobre os seres tricerebrais que tanto fascinam Hassein.
    • Ahoon hesita em falar após as sutis análises psicológicas de Beelzebub, considerando-as superiores às suas próprias capacidades narrativas.
    • Ahoon decide não narrar particularidades isoladas da psique dos seres tricerebrais, mas sim lembrar Beelzebub de um fator que, surgido durante a quinta estadia no planeta, tornou-se a causa principal da distorção da mentação normal dos seres desde seu nascimento até sua formação como seres responsáveis.
    • O fator ao qual Ahoon se refere é aquele que os próprios habitantes da Terra denominam arte.
  • Beelzebub reconhece a omissão e explica que havia reservado o tema da arte para um momento oportuno, que agora chega, dado que ele próprio foi testemunha dos eventos que geraram esse fenômeno durante a quinta estadia em Babilônia.
    • A arte, tal como existe no tempo presente entre os seres tricerebrais, é um dos dados que automaticamente os converte de seres com possibilidade de tornarem-se partículas da Divindade em mera carne vivente.
    • Para compreender como tudo isso se originou, é necessário conhecer dois fatos ocorridos em Babilônia: como Beelzebub veio a ser testemunha dos eventos que deram origem à arte, e quais eventos antecedentes serviram de origem para esses acontecimentos.
  • Durante a estadia em Babilônia, Beelzebub, desejando aprender a língua helênica antes de partir para a Hélade, frequenta lugares e encontra seres que lhe pudessem ser úteis nesse estudo prático.
    • Numa rua próxima à sua casa, Beelzebub avista uma placa recém-afixada num grande edifício anunciando a abertura do clube de sábios estrangeiros denominado Adeptos-do-Legominismo, com reuniões conduzidas nas línguas local e helênica.
    • Aproveitando a oportunidade para praticar o helênico, Beelzebub apresenta-se como sábio estrangeiro e, com a ajuda de um conhecido, é imediatamente admitido como membro pleno do clube.
  • Entre os sábios reunidos em Babilônia pelo rei persa, havia um pequeno grupo que, ao contrário da maioria, buscava o Conhecimento Superior sinceramente e com o único objetivo do autoaperfeiçoamento, sendo já iniciados de primeiro grau segundo as regras renovadas do profeta Ashiata Shiemash.
    • Esse grupo mantinha-se separado de todas as facções e seitas que rapidamente surgiram entre a massa dos sábios babilônicos, existindo nos subúrbios da cidade e raramente se misturando com os demais.
    • A união desse grupo foi promovida por dois iniciados de primeiro grau: Kanil-El-Norkel, oriundo dos mouros, e Pitágoras, oriundo dos helenos.
  • Durante uma troca de opiniões entre Kanil-El-Norkel e Pitágoras sobre as formas de existência esseral que servem ao bem-estar dos seres futuros, ambos constataram que, durante os processos de destruição recíproca como guerras e revoltas populares, grande número de iniciados de todos os graus é invariavelmente destruído, levando consigo para sempre muitos Legominismos pelos quais informações sobre eventos reais do passado eram transmitidas de geração em geração.
    • Diante dessa constatação, decidiram aproveitar a circunstância excepcional de tantos sábios reunidos numa única cidade para deliberar coletivamente sobre meios de evitar essa perda, fundando para isso o Clube dos Adeptos-do-Legominismo.
    • O clube reuniu cento e trinta e nove sábios e, desde o primeiro dia, dedicou-se a dois temas: a coleta dos Legominismos existentes nas terras natais de cada membro, e a busca de novos meios de transmissão do conhecimento a gerações remotas que não dependessem exclusivamente dos iniciados.
  • O relatório do sábio caldeu Aksharpanziar, proferido no terceiro dia após a admissão de Beelzebub, foi o ponto de origem de tudo o que depois se chamou arte, sendo a palavra usada então com sentido e definição completamente diferentes dos contemporâneos.
    • Aksharpanziar expôs que os homens piedosos e conscientes, por não se identificarem totalmente com os interesses comuns ao redor, tornam-se suspeitos aos olhos das massas em estado de psicose coletiva durante guerras e revoltas, sendo assassinados como supostos espiões, e com eles desaparecem os Legominismos.
    • Propôs que, além dos meios tradicionais de transmissão por iniciados, fosse criado um novo meio baseado nas produções manuais humanas denominadas Afalkalna e nos procedimentos cerimoniais denominados Soldjinoha, ambos capazes de passar de geração em geração.
  • O novo meio de transmissão proposto por Aksharpanziar baseava-se na Lei Universal da Sevenfoldness, chamada pelos babilônios de Lei da Sétupla, que existe e existirá para sempre em tudo no planeta Terra.
    • Nas produções intencionalmente criadas com base nessa Lei, seriam introduzidas certas inexatidões lawful, e nessas inexatidões seriam codificados, mediante um alfabeto convencional, os conteúdos do conhecimento verdadeiro que se desejava transmitir.
    • Para a interpretação dessas inexatidões, seria criado algo como um Legominismo, transmitido de geração em geração por iniciados de um tipo especial, denominados iniciados da arte, pois todo o processo seria não natural, mas artificial.
  • A proposta de Aksharpanziar foi aprovada por unanimidade e imediatamente colocada em prática, com os membros do clube produzindo minia-imagens e demonstrando manifestações esserais para estudo e seleção coletiva.
    • Os membros dividiram-se em grupos temáticos, e cada dia da semana foi dedicado a um ramo específico: segunda-feira para cerimônias religiosas e civis, terça-feira para arquitetura, quarta-feira para pintura, quinta-feira para danças sagradas e populares, sexta-feira para escultura, sábado para os mistérios ou teatro, e domingo para música e canto.
    • Em cada ramo, as inexatidões lawful eram inseridas de acordo com a Lei da Sétupla, de modo que qualquer ser com Razão pura pudesse, no futuro, decifrá-las e delas extrair o conhecimento codificado.
  • No ramo das cerimônias, as inexatidões eram introduzidas nos movimentos dos participantes, por exemplo na posição dos pés do sacerdote que levanta os braços, criando assim um alfabeto convencional de gestos portadores de informação.
    • No ramo da arquitetura, as inexatidões eram introduzidas nas relações estruturais dos edifícios, como apoiar uma cúpula em três colunas em vez de quatro, compensando a resistência necessária de outras formas previstas pela mesma Lei da Sétupla; além disso, utilizava-se a lei Daivibrizkar, que rege a ação das vibrações nos espaços fechados, para provocar nos seres que entravam nos edifícios sequências de sensações diferentes das habituais, e nessas sequências alteradas o conhecimento era codificado.
    • No ramo da pintura, as inexatidões eram introduzidas nas sequências de cores dos fios e pigmentos, alterando a ordem natural em que cada cor da luz branca engendra a seguinte segundo a Lei da Sétupla; antes de prosseguir nesse tema, Beelzebub faz um longo parêntese sobre a deterioração progressiva do órgão de percepção visual dos seres tricerebrais da Terra.
  • A deterioração do órgão de percepção visual dos seres tricerebrais da Terra acompanhou a decadência geral de suas presenças ao longo das eras.
    • Na época de Babilônia, esse órgão já só conseguia perceber 343 tonalidades de cor das quase dois milhões que deveriam ser percebidas por seres ordinários tricerebrais do Universo, e das quase seis milhões existentes no total.
    • Na última visita de Beelzebub à Terra, os seres já só distinguiam 49 tonalidades, e a maioria era incapaz até disso; aqueles que ainda distinguiam essas 49 tonalidades olhavam com altivez para os que sofriam de Daltonismo, sem perceber que a diferença entre ambos era ínfima em relação ao que deveriam perceber.
    • Em Babilônia havia surgido um movimento entre pintores que, suspeitando dessa deterioração, propunham trabalhar exclusivamente com as tonalidades entre o branco e o preto, chegando a usar cerca de mil e quinhentas gradações de cinza; paralelamente, os Nooxhomistas fundaram movimento análogo baseado nos matizes de cheiros entre o congelamento e a decomposição, até serem perseguidos pelo novo chefe da cidade.
  • No ramo das danças sagradas e populares, as inexatidões eram inseridas nos movimentos e posturas dos dançarinos, cujas partes corporais deveriam normalmente relacionar-se de determinada forma segundo a Lei da Sétupla, sendo alteradas de modo convencional para codificar informações.
    • No ramo da escultura, as inexatidões eram introduzidas nas proporções das figuras esculpidas em argila, pois era então bem conhecido que as dimensões de cada parte do corpo de um ser decorrem lawfully das dimensões das outras partes segundo a Lei da Sétupla, e os desvios dessas proporções constituíam o código.
    • No ramo dos mistérios ou teatro, Beelzebub confessa preferir os sábados a todos os outros dias, pois as demonstrações dos mysteristas provocavam risos espontâneos e sinceros que o faziam esquecer entre que tipo de seres se encontrava.
  • No ramo dos mistérios, os sábios demonstravam experienciamentos e manifestações esserais que fluíam por associação natural, selecionavam os fragmentos mais adequados e só então introduziam as inexatidões lawful nas correntes de movimentos associativos dos participantes.
    • Para essas demonstrações, foi construído no clube um palco chamado refletor-da-realidade, no qual dois participantes interagiam a partir do estado associativo interior denominado Darthelhlustnian, assumindo papéis improvisados conforme as circunstâncias do próprio diálogo em cena.
    • A capacidade de assumir papéis alheios com precisão devia-se à propriedade esseral chamada Ikriltazkakra, adquirível apenas por seres que já possuíam a vontade Essoaieritoorassnian, obtida pelo dever-Partkdolg-esseral, isto é, por labores conscientes e sofrimentos intencionais; os sábios babilônicos conheciam também a lei da tipicidade, segundo a qual os seres tricerebrais da Terra se formam em vinte e sete tipos definidos.
  • No ramo da música e do canto, as inexatidões eram introduzidas nas sequências de sons e melodias, de modo a que as vibrações afetassem não apenas um dos três cérebros dos seres ouvintes, como seria automático, mas alternassem sua ação entre os três cérebros, provocando impulsos simultâneos e contraditórios como alegria, tristeza e religiosidade ao mesmo tempo.
    • Esse efeito baseava-se na propriedade chamada Vibroechonitanko, pela qual as vibrações sonoras ressoam nos Hlodistomaticules dos três cérebros e evocam associações e impulsos específicos em cada um deles; conhecendo quais vibrações afetavam qual cérebro, os músicos compunham sequências que produziam experienciamentos incomuns e movimentos reflexos impróprios.
    • Até Beelzebub, ser de natureza diferente, sentiu em si mesmo os efeitos dessas melodias, percebendo em sua presença impulsos de alegria, tristeza e religiosidade surgindo simultaneamente em seus três cérebros.
  • Na sexta e última visita de Beelzebub à Terra, ao deparar-se com a arte contemporânea e seu impacto, ficou claro que absolutamente nada do vasto conhecimento codificado pelos sábios babilônicos chegou aos seres da civilização contemporânea, exceto algumas palavras vazias sem conteúdo interior.
    • Não apenas o conhecimento em si desapareceu, como também a própria noção da Lei Universal do Heptaparaparshinokh, que os babilônios chamavam de Lei da Sétupla, foi totalmente esquecida pelos contemporâneos.
    • A palavra arte, ao passar automaticamente de geração em geração, foi apropriada por seres em cujas presenças se cristalizaram as consequências do órgão Kundabuffer de modo a predispô-los ao Ser de indivíduos Hasnamuss, que a utilizaram para fins egoístas, revestindo-a de uma aparência fabulosa que cega quem lhe presta atenção por mais de um instante.
  • Os teatros contemporâneos surgiram como imitação deformada do que os mysteristas babilônicos faziam, após seres de épocas posteriores, tendo recebido apenas fragmentos da informação sobre esses mistérios, tentarem reproduzi-los sem compreendê-los.
    • Esses imitadores foram chamados primeiro de jogadores, comediantes, atores, e hoje de artistas; o próprio nome artista originou-se de um mal-entendido filológico, pois a palavra Orpheist, que significava aquele que sente corretamente a essência, foi confundida com uma referência ao personagem mítico Orfeu inventado pelos gregos antigos, levando à invenção do novo termo.
    • A deterioração da capacidade de pronunciar consoantes, que antes permitia até trezentos e cinquenta e um sons distintos, havia caído a setenta e sete na época babilônica e a trinta e seis cinco séculos depois; as inscrições antigas eram então decifradas apenas parcialmente, e os sinais impossíveis de pronunciar eram substituídos por letras similares acompanhadas da letra h latina, o que gerou o equívoco que levou à criação da palavra artista.
  • Os teatros contemporâneos tornaram-se locais de grande importância na existência ordinária dos seres tricerebrais da Terra, mas sua função real não tem relação com o objetivo elevado que os mysteristas babilônicos tinham em vista.
    • Os contemporâneos frequentam esses teatros não para estudar as reproduções dos atores, mas para satisfazer a consequência do órgão Kundabuffer chamada Oornel, que eles denominam exibicionismo, ou seja, a necessidade de provocar nos outros o impulso de espanto em relação à própria aparência e às últimas modas.
    • As modas, por sua vez, são estabelecidas por seres de ambos os sexos que já se tornaram candidatos a indivíduos Hasnamuss.
  • Os atores contemporâneos, ao viverem constantemente papéis de seres com Ser e significação muito superiores aos seus, e sendo na realidade quase nulidades, desenvolvem neles noções falsas de si mesmos e uma cristalização intensa de todas as consequências do órgão Kundabuffer como vaidade, orgulho, amor-próprio, inveja e ódio.
    • A doença chamada dramatizacring, cuja predisposição é adquirida por descuido das parteiras na hora do nascimento, leva certos seres a compor dramas repletos de eventos imaginários, e esses doentes apresentam sete particularidades: irradiam algo semelhante ao cheiro de bode velho, assumem postura arrogante, temem formações inofensivas, perdem a capacidade de compreender a psique alheia, criticam tudo ao redor, têm os dados para percepção objetiva ainda mais atrofiados que os demais, e desenvolvem hemorroidas.
    • Quando tais dramatizadores têm as conexões sociais necessárias, um produtor encomenda aos atores a reprodução exata de sua obra, e esses atores ensaiam até que toda consciência e sentimento próprios desapareçam de suas ações, tornando-se autômatos viventes; só então reproduzem o trabalho diante do público, sob orientação dos diretores de cena.
  • Embora os teatros contemporâneos não cumpram nenhuma função elevada, têm um resultado não mau de caráter puramente prático: ajudam os seres a dormir melhor.
    • Segundo o princípio Itoklanoz, que a Grande Natureza substituiu pelo princípio Fulasnitamnian nas presenças dos seres da Terra, a qualidade do sono depende da qualidade das associações durante a vigília, e vice-versa; como os contemporâneos existem de modo muito anormal, ambas as qualidades se deterioraram juntas.
    • Ao receberem nos teatros numerosos choques que estimulam séries de impressões automatizadas, os seres obtêm associações toleráveis durante a vigília, e assim dormem muito melhor ao voltar para casa.
  • Os teatros contemporâneos são ao mesmo tempo um fator adicional para a destruição completa da necessidade de percepções reais, própria dos seres tricerebrais.
    • No teatro, os seres encontram-se num estado que não é nem vigília nem sono verdadeiro, de modo que as transformações de substâncias necessárias tanto para a existência ativa quanto para a passiva ficam prejudicadas simultaneamente.
    • As radiações dos representantes da arte contemporânea, especialmente dos atores, tornaram-se visivelmente maléficas nos tempos recentes; em épocas anteriores, os seres tinham instintivamente cautela com esses profissionais e os relegavam à casta mais baixa, evitando apertar-lhes a mão ou comer com eles; hoje, no continente europeu, não só são tratados como iguais, mas largamente imitados, sendo o costume do barbear um exemplo direto dessa imitação.
  • Ahoon, com a autorização tácita de Beelzebub, dirige a Hassein um conselho prático sobre como se relacionar com os representantes da arte contemporânea caso venha a existir entre os seres tricerebrais da Terra.
    • Ahoon observa que esses seres, sendo na essência quase nulidades, adquiriram por circunstâncias externas uma autoridade ilusória junto aos demais, e que podem passar com igual facilidade de escravos submissos a inimigos implacáveis conforme as condições externas.
    • O conselho central de Ahoon é: nunca dizer a verdade na cara desses seres, pois qualquer verdade os deixa extremamente indignados e é ponto de partida de sua animosidade; ao contrário, deve-se sempre dizer o que agrada e lisonjeia as consequências do órgão Kundabuffer neles cristalizadas, como chamar de pássaro-do-paraíso quem tem cara de crocodilo, ou atribuir a mente de Pitágoras a quem é estúpido como uma rolha.
  • A Hassein, que pergunta se nada sobreviveu do conhecimento babilônico, Beelzebub responde com pesar que quase nada chegou aos contemporâneos.
    • A causa principal foi a particularidade esseral dos seres da Terra de se envolverem em processos periódicos de destruição recíproca, nos quais foram eliminados tanto os iniciados quanto os Legominismos que carregavam as chaves das inexatidões lawful.
    • Após três séculos da magnificência babilônica, quase toda produção consciente havia desaparecido, e a prática de transmissão por iniciados-da-arte foi gradualmente abandonada até restar, no momento da última partida de Beelzebub, apenas quatro seres com transmissão direta da chave: um entre os peles-vermelhas da América, um nas Ilhas Filipinas, um na Ásia na região denominada A-Fonte-do-Rio-Pianje, e um entre os esquimós.
  • Dois ramos sobreviveram parcialmente após o período babilônico: as danças sagradas e a combinação de tonalidades de cor chamada pintura.
    • As danças sagradas chegaram a certos seres dos tempos contemporâneos quase sem alteração, e graças a elas um número muito limitado de seres tricerebrais ainda pode, mediante labores conscientes, decifrar as informações nelas contidas.
    • A pintura transmitiu-se de geração em geração com relativa regularidade sobretudo entre os seres da comunidade chamada Pérsia, de modo tanto consciente quanto automático, até que a influência da cultura europeia contemporânea chegou àquela região e seus praticantes começaram a tergiversar, encerrando definitivamente essa transmissão.
  • Algumas produções babilônicas chegaram à civilização contemporânea, especialmente ao continente europeu, mas quase sempre em cópias meio deterioradas feitas por ancestrais recentes que ainda não eram plagiadores completos.
    • Essas cópias foram depositadas em museus sem que se suspeitasse do poço de sabedoria nelas contido, sendo gradualmente destruídas ou mutiladas por cópias feitas com composições corrosivas como alabastro e cola de peixe, a serviço de fins Hasnamussicos como exibicionismo perante amigos ou fraude em relação a mestres.
    • Ocasionalmente, certos seres inquiridores notaram as inexatidões lawful nessas produções; o monge Inácio, ex-arquiteto que integrara a irmandade dos Buscadores-da-Verdade na África antes de ela migrar para a Europa e tornar-se conhecida como Beneditinos, decifrou o conhecimento oculto em quase todos os ramos da arte antiga, mas foi assassinado enquanto dormia por um companheiro monge movido pela inveja antes de poder partilhar sua descoberta; o templo que ele ajudava a fundar existe até hoje e chama-se Mont-Saint-Michel.
    • Leonardo da Vinci foi outro ser do continente europeu que, ao notar as inexatidões lawful e perseverar no estudo, chegou a decifrar as produções de quase todos os ramos da arte antiga.
  • Uma particularidade específica dos representantes da arte contemporânea é que, sempre que algum deles nota uma ilegalidade lawful em produções antigas e começa a produzir de modo novo para esclarecê-la, a maioria dos colegas da mesma área torna-se imediatamente sua seguidora e passa a fazer o mesmo sem nenhum objetivo ou sentido.
    • É por causa dessa particularidade que surgem constantemente entre os contemporâneos os chamados movimentos de arte, ao mesmo tempo que se deterioram os modos que as gerações anteriores haviam ao menos organizado de forma relativa.
    • Na pintura essa tendência é especialmente pronunciada, e por isso existem atualmente muitos movimentos novos sem nada em comum entre si, conhecidos pelos nomes de cubismo, futurismo, sintetismo, imagismo, impressionismo, colorismo, formalismo, surrealismo e muitos outros cujos nomes terminam em ismo.
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