O PROBLEMA DA VELHICE POR P. MANN
Teorias Científicas sobre o Envelhecimento e a Longevidade
- A publicação das obras de Metchnikov sugeriu uma solução para o prolongamento da vida, atribuindo o envelhecimento ao envenenamento dos tecidos por bactérias intestinais e propondo o consumo de leite azedo como remédio, teoria que, apesar do exemplo pessoal do cientista, foi considerada exagerada dado que animais sem intestino grosso também envelhecem.
Outras teorias surgiram: Brown-Séquard tentou o rejuvenescimento com injeções de glândulas sexuais animais; Steinach e Voronov tentaram enxertos e ligaduras testiculares com resultados limitados; e novas hipóteses focaram em mudanças físico-químicas e no desgaste vascular, concordando apenas na conclusão de que a morte chega prematuramente ao homem, cuja vida poderia exceder a média de 70-75 anos.
- Casos extraordinários de longevidade, como os de 123 e 112 anos estudados na Clínica Pato-fisiológica para Idosos, demonstram a possibilidade de viver até 150 anos.
Observações Clínicas e o Caminho para a Solução
- O estudo de centenários revelou que, além de fatores sociais, a hereditariedade desempenha um papel crucial, com a maioria apresentando boa saúde vitalícia, memória preservada e uma imunidade inata a doenças infecciosas.
Constatou-se que o sangue dos idosos difere pouco do dos jovens e que a capacidade física e sexual é mantida por longo tempo; a descoberta de leis fundamentais no desenvolvimento humano e nas mudanças funcionais por idade oferece novas perspectivas para a solução do problema da velhice.
- A abordagem correta exige um estudo abrangente do organismo humano desde o nascimento até a velhice, combinando esforços de fisiologistas, bioquímicos e médicos para entender a base natural de um envelhecimento saudável.
A Estrutura dos Mundos no Homem e a Alma
- Afirma-se a existência de uma distinção fundamental: o homem comum possui dois mundos, enquanto aquele que trabalhou conscientemente sobre si mesmo possui três.
A alma, descrita como uma realidade constituída de matéria fina, não nasce com o homem, mas é um luxo que se forma apenas na maturidade através da ação de duas forças essenciais (afirmação e negação) oriundas das duas totalidades de funcionamento psíquico (impressões externas e hereditariedade orgânica).
- O homem comum, possuindo apenas os mundos externo (impressões) e interno (reflexos automáticos), é um escravo passivo, um instrumento cego sem iniciativa própria, denominado “homem entre aspas” pela ciência esotérica, pois lhe falta o Eu real.
- O Eu real e o terceiro mundo (o mundo do homem) formam-se a partir da contemplação ou contato voluntário entre os dois primeiros mundos, permitindo a iniciativa independente e libertando o indivíduo dos caprichos dos processos automáticos.
- O segredo da existência reside na formação intencional dos fatores do terceiro mundo, diferentemente dos fatores dos dois primeiros que se formam mecanicamente; é neste sentido que o homem recebe suas possibilidades do Alto.
Vibrações, Radiações e a Dinâmica das Relações Humanas
- A formação dos fatores psíquicos depende de vibrações que seguem a Lei do Sete, exemplificada pela multiplicação de inimigos com atitudes contraditórias em relação ao autor, onde a intensidade da oposição é proporcional à duração do contato prévio.
Explica-se que toda concentração cósmica e cada fonte de funcionamento psíquico no homem emitem radiações compostas por vibrações de densidade e vivificação específicas, que se misturam conforme a afinidade ao entrarem em contato.
- As radiações humanas, análogas às da Terra, dividem-se em três tipos: vibrações do pensamento ativo/passivo, do sentimento e das funções instintivas/motoras, formando uma atmosfera variável conforme a atividade.
- A interação entre pessoas resulta na mistura mecânica dessas atmosferas, onde a proximidade física e as condições influenciam a fusão das vibrações específicas; o problema da velhice terminando a formação inevitável de fatores psíquicos que podem resultar em atitudes diametralmente opostas, como a devoção extrema convertida em inimizade feroz.
*Texto inacabado na obra.*
