User Tools

Site Tools


autores-obras:henderson:sentido-oculto-discipulos

Sentido Oculto – Discípulos

Hidden Meanings and Picture-form Language in the Writings of G.I. Gurdjieff

  • Charles Stanley Nott, discípulo de longa data de Gurdjieff, primeiro por meio de seu amigo A. R. Orage e depois diretamente no Prieuré, recebeu de Gurdjieff o título de “Patriarca” e três garrafas de armagnac em reconhecimento a uma conquista quase impossível no trabalho sobre si mesmo, e seus dois livros, Teachings of Gurdjieff e Journey Through This World, são considerados essenciais para o estudante sério das ideias de Gurdjieff.
    • O doutor Stjoernval é mencionado como responsável por preparar a salada especial do Prieuré para o piquenique em honra de Nott.
    • Teachings of Gurdjieff contém o livreto de Orage, Commentary on Beelzebub.
  • Entre as contribuições do Patriarca Nott, algumas são obviamente surpreendentes, como o ensinamento de Gurdjieff sobre o único “lugar” para a experiência consciente, enquanto outras igualmente importantes são apresentadas de modo mais sutil, como a estranha advertência feita por Gurdjieff a um jovem pupilo no Prieuré: nunca acreditar no que o ouve dizer e aprender a distinguir o que deve ser tomado literalmente do que deve ser tomado metaforicamente.
    • A advertência implica que as palavras de Gurdjieff não devem ser tomadas ao valor de face e que sua fala é frequentemente metafórica.
    • Gurdjieff é descrito como homem não simples, cujos ensinamentos não devem ser dados como certos.
  • A crescente complexidade do tema dos significados ocultos de Gurdjieff é reconhecida, mas o Patriarca Nott relata a afirmação de Gurdjieff de que “pessoas simples” que nunca o conheceram pessoalmente compreenderão seu livro, o que implica que, em essência, seu ensinamento é simples, sendo o obstáculo principal a mente unilateral, excessivamente literal e ingênua do leitor que ainda não domina a linguagem especial pela qual Gurdjieff transmite sua instrução mais importante.
    • A complexidade aparente é descrita como fachada intencional.
    • A compreensão da linguagem especial de Gurdjieff é apresentada como a chave que tornará tudo mais claro.
  • Orage descreve Relatos de Belzebu a seu Neto como uma espécie de Bíblia cujas anomalias aparentemente incongruentes e absurdas podem constituir um texto dentro do texto, formando um alfabeto da doutrina, e afirma que a chave do Legominismo e das inexatidões está nas mãos do leitor, sendo a chave das inexatidões a ser descoberta pela intuição.
    • As anomalias e incongruências são o que Gurdjieff chama tecnicamente de “inexatidões legítimas”.
    • A comparação com a Bíblia é apresentada com reserva, sugerindo que o julgamento definitivo seja adiado.
  • Gurdjieff afirma que a Bíblia contém duas correntes de conhecimento, uma para quem tem compreensão e outra para quem toma as coisas literalmente, e, combinada com suas próprias advertências sobre significados ocultos, alegoria e metáfora, essa afirmação torna claro que quem toma Gurdjieff ao pé da letra não compreende seu ensinamento.
    • A afirmação é descrita como muito forte e suficiente por si só para convencer o leitor a buscar os significados ocultos.
  • Os escritos de Gurdjieff não são tão simples quanto a Bíblia, pois, onde a Bíblia tem duas correntes de conhecimento, Gurdjieff tem três, conforme Orage registra em seu Commentary, páginas 136 e 178 de Teachings: há três versões do livro, uma exterior, uma interior e uma mais interior, e cada afirmação completa tem sete aspectos.
    • A página 178 repete o pensamento com palavras diferentes, técnica aprendida de Gurdjieff.
    • A história da extração do dente de sabedoria de Gurdjieff nas páginas 32-33 de Relatos de Belzebu a seu Neto é citada como exemplo interno da ideia dos sete aspectos, com o dente tendo sete raízes cada uma coroada por uma gota de sangue exibindo um dos sete aspectos da manifestação do raio branco.
  • John Bennett, outro discípulo próximo e bem conhecido de Gurdjieff, afirma em Is There Life On Earth, página 113, que é quase impossível, sem estudo muito profundo e persistente, saber o que deve ser tomado literalmente, o que alegoricamente e o que na forma de um simbolismo especial, definindo assim as três versões como literal, alegórica e em forma de simbolismo especial.
    • A partir de Bennett e das observações anteriores de Gurdjieff, esboça-se uma estrutura aproximada: versão exterior literal transmitida pela linguagem de palavras, versão interior de metáfora e alegoria, e versão mais interior expressa no simbolismo especial que Gurdjieff chamou de linguagem que o leitor “ainda não conhece”.
  • Frank Pinder, primeiro discípulo inglês de Gurdjieff e seu braço direito por longo tempo, cujas contribuições são encontradas apenas nos livros de Nott, descreve de modo mais concreto o que Bennett chama de simbolismo especial, afirmando que Gurdjieff falava e escrevia em “linguagem em forma de imagem”, descrição mais acessível e produtiva do que os termos mais abstratos de Bennett.
    • A explicação de Pinder sobre por que as palavras são inadequadas é interrompida intencionalmente, com a promessa de que Gurdjieff a desenvolverá melhor em capítulo posterior.
    • As contribuições mais amplas de Pinder são descritas como lançando luz considerável sobre o ensinamento de Gurdjieff e como merecedoras de leitura no texto original.
  • As três versões descritas por Bennett, substituindo seu “simbolismo especial” pela “forma de imagem” de Pinder, são apresentadas de modo simultâneo e sobreposto, com a versão exterior de palavras contendo a versão interior mais sutil de metáfora e alegoria, que por sua vez contém a versão mais interior ainda mais sutil expressa em linguagem icônica ou em forma de imagem, sendo que cada camada tem seu próprio significado independente e potencialmente muito diferente das demais.
    • A estrutura em camadas é comparada à descrição dos três corpos: o corpo planetário contém o corpo astral ou Kesdjan mais fino, que contém o corpo esseral superior ainda mais fino.
    • O uso de termos como “simbólico” ou “simbolismo” por tantos discípulos diretos e confiáveis de Gurdjieff sugere que ele os enfatizou repetidamente a seus alunos.
autores-obras/henderson/sentido-oculto-discipulos.txt · Last modified: by 127.0.0.1

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki