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Bruno Martin

Bruno Martin. The Realized Idiot

  • A opção por manter o termo “idiota” em seu sentido original justifica-se pela resistência contemporânea à introspecção profunda, e a “Ciência do Idiotismo” propõe-se como desafio para quem busca o fundo do próprio ser e deseja subir a “escada da razão” de Gurdjieff.
    • Muitas pessoas hoje não estão dispostas a “olhar mais fundo” nem a questionar traços humanos gerais.
    • O desafio se dirige aos que querem tornar-se Idiotas no sentido original.
  • Para leitores sem familiaridade com Gurdjieff, o livro inclui noções básicas de sua psicologia, indicando como leitura principal a obra de Pjotr D. Ouspensky, In Search of the Miraculous, e reconhecendo em John G. Bennett o mérito de ter desenvolvido e atualizado os ensinamentos.
    • Gurdjieff ensinou na França de 1922 até sua morte.
    • As obras de Bennett também foram fundamentais para a compreensão desse ensinamento.
    • Bennett desenvolveu muitas ideias de Gurdjieff para o tempo contemporâneo e incorporou novos insights.
  • O primeiro contato do autor com o “ritual das refeições” e os “Brindes aos Idiotas” na tradição de Gurdjieff ocorreu no início dos anos 1970, sob a condução de John G. Bennett na “Academia para Educação Contínua”, experiência que levou à adoção do ritual em grupos próprios e ao aprofundamento da psicologia idiota.
    • A academia de Bennett poderia ser traduzida hoje como “aprendizado ao longo da vida”.
    • Com o tempo, a pesquisa sobre a “psicologia idiota” foi sendo aprofundada.
  • Por não ter convivido pessoalmente com Gurdjieff, foi necessário intuir o sentido de suas expressões crípticas e simbólicas para desenvolver uma compreensão sobre os “Idiotas”, com a ressalva de que a verdade completa é inacessível a qualquer observador individual.
    • Os relatos e a literatura sobre Gurdjieff e seus métodos foram as fontes disponíveis.
    • Bennett afirmou que nunca é possível ver a verdade inteira, apenas aspectos dela.
    • O que é certo para alguém pode ser completamente errado para outro, ainda que ambos sejam “certos” no contexto do todo.
  • A abordagem adotada não é acadêmica nem intelectual, mas intuitiva e criativa, orientada pela máxima do mestre Zen Basho de não buscar a sabedoria dos antigos, mas aquilo que eles próprios buscaram, e fundamentada em décadas de prática com refeições rituais na Alemanha e na Itália e no trabalho teórico com os ensinamentos de Gurdjieff e Bennett.
    • A intenção não é apresentar um estudo histórico.
    • O material resulta de refeições rituais conduzidas ao longo de anos com muitas pessoas.
    • O trabalho prático e teórico com os ensinamentos de Gurdjieff e Bennett acumulou quarenta anos, realizado tanto individualmente quanto em grupos.
  • O objetivo do livro é recuperar a psicologia “perdida” que Gurdjieff empregava extensamente em seus ensinamentos e refeições rituais, fundada na convicção de que a psicologia é uma arte de compreensão intuitiva, e cujos instrumentos são metáforas e “imagens” de tipos humanos mais eficazes do que categorias teóricas.
    • Gurdjieff afirmava que a psicologia deveria ser uma arte, nunca apenas uma ciência.
    • A psique humana só pode ser compreendida intuitivamente, com longa experiência de si mesmo e dos outros.
    • As metáforas que Gurdjieff criou para ilustrar traços humanos são mais eficazes do que descrições intelectuais.
  • Gurdjieff iniciou esse modo de ensinar no Prieuré nos anos 1920 e o praticava quase diariamente em Paris nos anos 1940, mas a maioria das testemunhas já faleceu ou recusa-se a falar com quem considera “de fora”, inclusive por ter sido discípulo de John G. Bennett, tido por alguns como “renegado”.
    • Os que ainda estão vivos evitam falar com quem não esteve com Gurdjieff.
    • A condição de discípulo de Bennett era motivo adicional de exclusão aos olhos de certos círculos.
  • Nos relatos existentes sobre os “idiots” de Gurdjieff, o baralho de Tarot de Marselha revelou-se uma chave interpretativa para reconstruir o significado da maioria dos tipos, mediante uma sequência inversa à habitual, ainda que tal paralelismo não seja aceito pela maioria dos seguidores de Gurdjieff.
    • Há relatos sobre como Gurdjieff nomeava e interpretava os vários “Idiotas”.
    • O Tarot de Marselha é um dos baralhos mais antigos existentes.
    • Os dois sistemas, o de Gurdjieff e o do Tarot, revelaram-se comparáveis ou compatíveis na sequência inversa adotada.
    • O aprofundamento no significado do Tarot em si não foi o objetivo; um resumo de suas origens consta no apêndice.
  • O livro abre-se a correções e acréscimos dos leitores, com a possibilidade de incorporá-los em edições futuras ou em um blog, na esperança de que a leitura seja ao mesmo tempo entretenimento e acréscimo à sabedoria de quem lê.
    • Informações ausentes ou interpretações equivocadas podem ser comunicadas ao autor.
    • Um blog poderia reunir adições e correções caso houvesse volume suficiente de contribuições.

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