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Cavalgando o Tigre
MOORE, James. Gurdjieff: a biography. Rev. ed ed. Shaftesbury, Dorset: Element, 1999.
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Após a morte de Katherine Mansfield, a imprensa e a intelligentsia voltaram sua atenção para o Prieuré, e embora os artigos fossem factualmente precisos e positivos, Gurdjieff passou a detestar jornalistas, talvez por um elemento de autorecriminação ao contrastar o silêncio do Mosteiro de Sarmoung com o barulho da publicidade.
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Jornalistas e voyeurs literários desceram sobre o Prieuré, atraídos pela história de um russo misterioso e uma bela jovem morta prematuramente.
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Gurdjieff passou a detestar jornalistas, chegando a expulsá-los de sua casa como ratos.
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A reação negativa da intelligentsia, ou “tramps”, à sua simples bondade para com Katherine Mansfield teve um preço alto para seu Instituto.
Apesar das condenações iniciais, como as de John Middleton Murry que lamentava a “charlatanice espiritual” de Gurdjieff, o mestre permanecia interiormente imperturbável, assimilando a pose do dervixe qalandari que busca a culpa do homem como contrapeso ao favor de Deus.-
Wyndham Lewis e Vivienne Eliot também expressaram desdém pela influência de Gurdjieff.
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Gurdjieff permanecia imperturbável com os abusos mais ácidos, não sendo afetado interiormente.
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Suas poses anteriores sugerem o tipo de dervixe qalandari que corteja a culpa do homem.
O professor Denis Saurat, em visita ao Prieuré em fevereiro de 1923, testemunhou a ferocidade habitual de Gurdjieff ao entrar com um cordeiro nos braços, sua impressionante atuação ao consertar uma caldeira que explodiu e a cortesia desarmante que demonstrou numa entrevista privada.-
Gurdjieff entrou na sala abruptamente, com a cabeça raspada e expressão feroz, carregando um cordeiro nos braços.
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Quando a caldeira do banho russo explodiu, Gurdjieff a consertou com bolas de cimento, trabalhando como um escravo.
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Na entrevista, Gurdjieff mostrou uma cortesia surpreendente, não dando a menor impressão de ser um charlatão.
Assim que os repórteres partiram, Gurdjieff instituiu um regime de jejuns metabólicos rigorosos durante a Quaresma, testando a disciplina de seus pupilos, que se mostrou quase imaculada.-
O programa incluía enema, dieta restrita, abstinência completa, bouillon e bife.
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A lealdade da “companhia muito heterogênea” de pupilos foi testada e aprovada.
Em maio de 1923, Gurdjieff iniciou seu caso de amor com o automóvel, aprendendo a dirigir sozinho por inspiração, mas conduzindo como um louco, causando ansiedade aguda entre seus pupilos com suas manobras perigosas e a reparação amadora do carro.-
Ele dirigia como um selvagem, ultrapassando ônibus e caminhões de forma aterrorizante.
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O carro vivia sendo reparado por Bernard Metz, cujo amadorismo dos sonhos acrescentava perigo.
Na primavera dourada de 1923, enquanto todas as celebridades estavam em Paris, Gurdjieff manteve-se alheio à corrente principal europeia, e sua opinião sobre a intelligentsia e o teatro do bon ton cultural era expressa em palavras de quatro letras.-
Gurdjieff usava um turbante cor de creme, sinal de sua altivez.
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Ezra Pound observou que, se Gurdjieff quisesse, poderia ter trabalhado para mais uma conversão.
No Prieuré, Gurdjieff fez seus pupilos limparem uma área de floresta para um novo salão central, um trabalho árduo e aparentemente permanente, mas que na verdade era apenas um exercício, pois nada foi construído e no local brotaram milho e feijão.-
Os pupilos trabalharam arduamente sob um sol formidável.
Todo sábado, Gurdjieff dava uma noite aberta no Study House com um programa de música, Danças Sagradas e exercícios, atraindo artistas e dignitários locais, que, embora agradecidos, consideravam o Instituto uma “maison de fous”.-
Diaghilev ficou tão entusiasmado que quis incorporar as Danças Sagradas em sua temporada.
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Sinclair Lewis descreveu as danças como proezas de controle muscular, mas o lugar como um inferno de se viver.
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Alguns pássaros de passagem peculiares, como 'Bispo' Wedgewood e a Sra. Finch, confundiram as fileiras inglesas.
O caso mais complicado foi o de uma paciente paranóica do Dr. Young, que Gurdjieff resolveu musicalmente, repetindo uma série de notas até que ela fugiu da sala.-
Dr. Young deixou o Prieuré com satisfação suprema após doze meses.
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Gurdjieff lamentou a partida de Young, cuja energia e praticidade ele prezava.
Confrontado com as contas alarmantes, Gurdjieff reconheceu que precisava de um milhão de francos em três meses ou iria “pela chaminé”, e numa noite de outono, numa estrada perigosa, sofreu um acidente de carro do qual não se lembrava de nada por doze horas.-
Olga de Hartmann, agora tesoureira, fez as contas.
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Gurdjieff admitiu sua alarme com as proporções de sua “mentação”.
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O acidente foi um aviso do destino, mas Gurdjieff não podia ou não queria desacelerar.
Exausto e precisando de descanso, Gurdjieff decidiu, em vez disso, galvanizar seus dançarinos para apresentações em Paris e Nova York, numa aposta de acumulador de colossal atrevimento para restaurar sua saúde e finanças.-
Gurdjieff, aos cinquenta e sete anos, estava mortalmente cansado.
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Ele infundiu em seus dançarinos um sentimento de emoção, privilégio, provação e serviço.
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Orage e Stjoernval partiram para Nova York como arautos.
As demonstrações no Théâtre des Champs-Elysées em dezembro de 1923 foram um sucesso artístico, com o público dividido entre a excitação pela originalidade e o desconforto com a disciplina severa, mas não resultaram em novos seguidores franceses.-
Gurdjieff transformou o foyer num palácio oriental com champanhe e iguarias.
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A plateia aplaudiu após cada dança, para aborrecimento de Gurdjieff.
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Uma mulher abandonou prematuramente a posição 'Stop' e foi severamente repreendida por Gurdjieff.
Durante as demonstrações em Paris, a família de Gurdjieff chegou à Gare de Lyon e foi instalada em Le Paradou, uma casa no terreno do Prieuré, onde sua mãe, em luto, o chocou com sinais de velhice e doença.-
A família foi recebida por Gurdjieff como um empresário de casaco de pele.
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A mãe de Gurdjieff usava vestes de viúva e sofria de doença hepática crônica.
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A família foi instalada em Le Paradou com os Stjoernval e Salzmann.
Apesar do sucesso cultural e da abertura do caminho para Nova York, Gurdjieff viu-se sem dinheiro para a passagem, mas foi salvo por sua mãe, que lhe deu um broche cravejado de diamantes de uma grã-duquesa para penhorar.-
O broche foi confiado à mãe de Gurdjieff em Essentuki.
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Gurdjieff recusou a oferta de um joalheiro parisiense e usou o broche como garantia para um empréstimo.
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Frank Pinder foi nomeado para cuidar do Prieuré.
Gurdjieff embarcou no s.s. Paris para Nova York no início de janeiro de 1924, enfrentando tempestades sem precedentes que prenunciavam traumas futuros, e, ao avistar a Estátua da Liberdade, jogou seu passaporte ao mar.-
O navio enfrentou tempestades que racharam um grande espelho no camarote.
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Gurdjieff organizou uma apresentação do programa para os passageiros e tripulação.
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Ele desembarcou como um imperador, saudando ironicamente a América com seu chapéu Astrakhan.
Na América da era Coolidge, Gurdjieff foi instalado no Ansonia Hotel e rapidamente conquistou a amizade e o apoio de figuras como Muriel Draper, Rosetta O'Neil e William Seabrook, que colocaram seus espaços à sua disposição.-
Gurdjieff logo distribuiu seu prospecto e convites para jantar.
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Seabrook concluiu que Gurdjieff estava “aumentando o calor”.
A primeira demonstração americana, em 23 de janeiro de 1924, atrasou devido à presença de um policial disfarçado para censurar danças eróticas, mas quando finalmente começou, o público ficou impressionado com a obediência e o controle dos dançarinos, especialmente com o exercício 'Stop!'.-
Gurdjieff preferiu o Lesley Hall, um local menos nobre, ao superbamente disponível.
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O programa de quatro horas incluiu danças folclóricas, os 'Obrigatórios' e várias danças dervixes.
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O exercício 'Stop!' foi interpretado como um ato de circo, com um dançarino congelado rolando e retornando à posição.
Gurdjieff sofreu com a vulgaridade e irrelevância da reação de certa imprensa, como o American Weekly, que publicou relatos espúrios de suas noites no Prieuré, e com rumores que o ligavam romanticamente a Katherine Mansfield.-
A imprensa marrom publicou manchetes sensacionalistas sobre como ser um super-homem alimentando porcos e dançando a noite toda.
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Rumores circulavam sobre Gurdjieff e Katherine Mansfield se chamarem de “Os Amantes da Floresta”.
Em 2 de fevereiro de 1924, uma apresentação no Neighborhood Playhouse em Greenwich Village teve um impacto profundo na intelligentsia nova-iorquina, conquistando para Gurdjieff três recrutas improváveis, porém fundamentais: Jean Toomer, Jane Heap e Gorham Munson.-
O Neighborhood Playhouse era conhecido por seu drama progressivo e repertório musical eclético.
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Hart Crane compareceu bêbado; Georgette Leblanc usava uma peruca dourada.
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Toomer viu em Gurdjieff um homem em movimento, completamente integrado; Munson ficou sem dormir com o efeito da dança; Jane Heap foi completamente conquistada.
Após o sucesso no Neighborhood Playhouse, Gurdjieff tornou-se o tópico mais controverso nas reuniões da intelligentsia, e em dezesseis palestras, realizadas entre fevereiro e março, ele discorreu sobre vários temas com um timing e uma maneira provocativos, não poupando sua distinta clientela.-
A questão sobre Gurdjieff ser um novo Pitágoras ou um charlatão dominou as reuniões da intelligentsia.
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Gurdjieff apareceu para uma palestra com uma hora de atraso, vestindo chinelos e segurando uma batata assada.
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Ele disse a um inquiridor que seus movimentos nervosos o faziam parecer um “idiota”.
Gurdjieff circulou por Nova York, cultivando relações, ajudando pessoas e estabelecendo seu “escritório-café” no Childs, onde, graças a um gangsterismo social amigável, os brindes com bebidas alcoólicas prosseguiam sem serem incomodados pela Lei Seca.-
Ele ajudou na recuperação do filho de Muriel Draper, atropelado por um ônibus.
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Bebidas alcoólicas eram servidas em garrafas que supostamente continham limonada ou Vichy francês.
A apresentação final de Gurdjieff em Nova York, no Carnegie Hall, em 3 de março, foi a única em que ele cobrou ingressos, e o famoso auditório ficou lotado, embora ele discordasse de Olga de Hartmann, que questionava a preferência pela quantidade em detrimento da qualidade.-
Planos grandiosos para orquestra foram prejudicados pelo sindicato dos músicos.
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Gurdjieff convidou pessoas do fundo para ocupar os assentos caros da frente.
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Ele argumentou que aqueles que parecem dormindo hoje podem despertar em vinte anos.
Gurdjieff, precisando de dinheiro, trumpeteou sua “avareza”, mas as demonstrações gratuitas não renderam nada, e com quarenta e seis dependentes, seus fundos se evaporaram, forçando-o a mandar seus pupilos se virarem e a aceitar um convite para Chicago.-
Gurdjieff vendeu o broche da grã-duquesa, mas o dinheiro evaporou.
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Thomas de Hartmann foi a uma agência de empregos, onde só cozinheiros eram procurados.
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Adolph Bolm, um mestre de balé de Chicago, ofereceu hospitalidade a Gurdjieff.
Em turnê por Filadélfia e Boston, e depois em Chicago, Gurdjieff enfrentou situações absurdas, como uma “festa de carícias” mal interpretada, e alertou contra os perigos dos exercícios respiratórios não supervisionados, antes de suas dançarinas se apresentarem em Chicago.-
Em Boston, os peixes acadêmicos escaparam da rede de Orage.
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Gurdjieff interpretou mal as carícias de uma jovem americana como uma tentativa de aliviar a irritação de uma pulga em seu pescoço.
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Ele alertou sobre os perigos do pranayama e agradeceu ironicamente aos autores de livros sobre o assunto.
Após a apresentação em Chicago, a última apresentação pública do “Professor de Dança”, Gurdjieff retornou a Nova York, onde fundou uma filial de seu Instituto e, numa noite de conversas íntimas, contou a história de sua vida subordinada à busca pela consciência.-
Gurdjieff foi festejado num restaurante russo.
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Ele respondeu a uma pergunta sobre seu orçamento com a história de sua vida.
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Ao amanhecer, ele parecia cansado e imerso em pensamentos pesados.
Gurdjieff permaneceu em Nova York até junho de 1924, vivendo recluso e só embarcando de volta para a França quando Orage e Mme Galumnian angariaram fundos suficientes, levando consigo muitos novos pupilos americanos.-
Ele viveu recluso em dois pequenos quartos.
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Durante a viagem de volta, Gurdjieff teve muitos intercâmbios íntimos com os novos pupilos.
De volta a Paris, Gurdjieff soube de Frank Pinder sobre as visitas indesejadas ao Prieuré, a ruptura formal de Ouspensky e seus seguidores, e o término do arrendamento do apartamento, mas ainda assim recebeu Ouspensky, que se comportou como um menino envergonhado.-
D. H. Lawrence achou o Prieuré um lugar falso e doentio.
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Aleister Crowley considerou Gurdjieff um “adepto muito avançado”.
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Ouspensky havia rompido relações e proibido que seu nome fosse mencionado.
Gurdjieff retomou o ritmo de sua vida em Fontainebleau e Paris, observando o mundo passar do terraço do Café de la Paix, talvez duvidando se um trabalho esotérico alimentado em silêncio imaculado deveria ser encenado publicamente, mas confiando que a semente lançada daria frutos no futuro.-
Ele observou a mesma gritaria, risadas e repreensões de sempre, as mesmas de cidades antigas.
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Talvez a semente lançada em solo malcheiroso um dia desse uma árvore de sabedoria.
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