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Santa Reconciliação

MOORE, James. Gurdjieff: a biography. Rev. ed ed. Shaftesbury, Dorset: Element, 1999.

  • Apesar do programa impecável de Gurdjieff para reconciliar e harmonizar o passado e o futuro, a implementação enfrentava uma desanimadora fragmentação, com as constituencies inglesa e americana em grave desavença interna.
    • A integração francesa era um problema delicado, enquanto os grupos inglês e americano estavam em total desacordo entre si.
    • De seu apartamento em Paris, Gurdjieff observava um cenário mundial de fragmentação desanimadora.
  • Os diversos dignitários do Trabalho, cada qual cumprindo o papel que o destino lhes reservou, apresentavam uma imagem de divisão e disputa, embora sua fraternidade essencial se revelasse na vulnerabilidade e na homenagem comum ao 'velho sábio' em Paris.
    • Criticar os dignitários do Trabalho seria perigosamente fácil, pois eles estavam obstruídos pelos mais elevados motivos e divididos por um ideal comum, cumprindo os únicos papéis que o destino lhes designou.
    • O grupo de Orage em Nova York resistia tenazmente às investidas de Ouspensky, enquanto na Inglaterra, Kenneth Walker, R. J. G. Mayor e Francis Roles protegiam o 'Sistema' com regras rígidas, e Bennett e Nicoll nutriam uma desaprovação mútua.
    • Apesar das disputas, sua fraternidade essencial transparecia em sua vulnerabilidade e na homenagem ideológica comum ao 'velho sábio' em Paris.
  • Por ocasião de seu octogésimo aniversário, Gurdjieff, apesar das 'legítimas enfermidades da velhice', demonstrava uma energia contida e leonina, e repetidamente encenava a travessura experimental de 'escolher seu sucessor' para testar o egoísmo dos pupilos.
    • Gurdjieff celebrava seu aniversário alternando entre a fragilidade da idade e uma impressionante energia contida e alerta.
    • A brincadeira de 'escolher o sucessor' era um experimento para avaliar o egoísmo dos candidatos, cuja reação era avidamente observada pelos pupilos seniores, e a única pessoa que parece ter levado a sério a 'seleção' foi Fritz Peters.
  • Em sua velhice, Gurdjieff continuava a ser perseguido pelo estereótipo de Barba Azul, uma consequência macabra de sua bondade para com Katherine Mansfield, como evidenciado por artigos de jornal e pelo diário de uma jovem que, seduzida por um pupilo, transferiu seus sentimentos negativos para o professor.
    • As três ideologias dominantes no pós-guerra em Paris ignoravam Gurdjieff, mas isso não o isolava da atenção crítica, pois ele ainda era assombrado pelo estereótipo de Barba Azul.
    • Um artigo na l'Illustration retratou Gurdjieff como um vilão de palco que hipnotizava seus pupilos, incluindo Katherine Mansfield, para um estado de volúpia e prostração.
    • A publicação do diário de Irène-Carole Reweliotty, uma jovem no molde de Katherine Mansfield que morreu de doença cardíaca, deu novo impulso à lenda de “A Bela e a Fera”, com ela expressando a crença de que Gurdjieff havia lançado um feitiço sobre ela.
  • A capacidade de Gurdjieff de lançar feitiços e ser um 'poeta de situações' era essencial para seu projeto de reconciliação, e Kathryn Hulme testemunhou esse poder quando ele revelou a uma ex-freira, sua nova companheira, que conhecia exatamente sua ordem religiosa passada, provando que sua percepção ia além da aparência de cansaço.
    • O empreendimento da reconciliação dependia do poder de Gurdjieff de lançar feitiços e permanecer um 'poeta de situações', uma faculdade que o tempo não parecia afetar.
    • Apesar da fragilidade aparente de Gurdjieff, seu poder de subverter o mundano não diminuíra, como demonstrou ao abrir um olho e nomear a antiga ordem religiosa de Chouka, a companheira de Kathryn Hulme, que tentava esconder seu passado.
  • As doações dos fiéis grupos de Nova York, como um poço de petróleo do Texas, mantinham Gurdjieff a um passo da insolvência, enquanto Londres fornecia sangue novo e iniciava a entente cordiale entre 'idiotas' franceses e anglo-saxões sob sua tutela paternal.
    • Kathryn Hulme trouxe presentes supérfluos, pois Gurdjieff ironizou que tinha 'relações muito, muito boas com o exército americano' devido às doações dos grupos de Nova York, que pagavam suas dívidas.
    • Londres infundia sangue novo, e Jane Heap, que divulgara Gurdjieff por quase vinte anos, preparava seus pupilos para o contato direto, alertando que ele era uma 'multidão'.
    • Os primeiros pupilos de Jane Heap a subirem as escadas de Gurdjieff foram recebidos com a afirmação de que estavam em casa e que ele era seu novo pai.
  • A natureza artística de Jane Heap e sua agilidade em evitar normas sociais prepararam seus pupilos para o surrealismo de Gurdjieff, que os recebia com situações poéticas, como convidá-los para seu 'próximo casamento', sem que ninguém desejasse traduzir o enigmático em mundano.
    • A poesia de situação de Gurdjieff encontrou nos pupilos de Jane Heap uma apreciação pronta e sem surpresa.
    • O olhar implacável de Gurdjieff e sua fala de uma distância imensurável resultaram no convite surreal para seu 'próximo casamento', que ninguém desejou traduzir.
  • A factotum de Gurdjieff, Lise Tracol, era uma 'universal type' cuja adaptabilidade facilitava o caminho dos novos pupilos, como demonstrado num episódio em que Gurdjieff encenou uma pantomima de palhaço ao encontrar a porta do salão trancada, até que Lise calmamente revelou ter a chave.
    • Lise Tracol era descrita como uma 'universal type' por sua compostura e adaptabilidade singular, capaz de representar qualquer papel.
    • Ao encontrar a porta do salão trancada com os pupilos à espera, Gurdjieff fez um ataque pantomímico às dobradiças com ferramentas inadequadas, como um palhaço de circo, até Lise aparecer e calmamente pegar a chave do batente.
  • O retorno de Jane Heap e dos Orageanos de Nova York era esperado, mas a reconciliação com Piotr Demianovich Ouspensky era impedida pelo estado de desespero e doença terminal do antigo protegido, que recusou o convite cordial de Gurdjieff para se encontrar em Paris.
    • Ouspensky, de volta à Inglaterra, estava em desespero por nunca contatar a 'Fonte Superior', entregue à bebida e sofrendo de insuficiência renal e desilusão terminal, o que entristeceu Gurdjieff.
    • Jeanne de Salzmann transmitiu um convite cordial de Gurdjieff a Ouspensky, que o recusou, pois seu roteiro pessoal não incluía reconciliação, mas sim uma catarse espetacular.
  • Ouspensky, em suas últimas reuniões, pregou um nihilismo que sacrificava sua obra e as aspirações de seus pupilos, e sua morte em outubro de 1947 criou um vácuo e um atmosphere eletrizante nos círculos que deixara.
    • Nas reuniões em Colet Gardens, Ouspensky martelou todas as questões com um nihilismo espantoso e obstinado, recusando-se a sugerir que seus pupilos fossem a Gurdjieff.
    • A morte iminente de Ouspensky, sua abjuração do Sistema e sua ênfase na Recorrência Eterna criaram uma atmosphere indescritível em seu círculo fechado.
  • Após a morte de Ouspensky, o conselho executivo de sua sociedade, sem saber como liderar os fiéis, buscou orientação com a viúva Sophie Grigorievna Ouspensky, que, num movimento de independência, enviou um telegrama instruindo-os a entrar em contato com Gurdjieff em Paris.
    • Uma delegação foi enviar a Franklin Farms para elucidar a mente de Sophie Grigorievna, mas encontrou uma fumaça de ambiguidade russa e a questão sobre o que fariam se um 'Professor Superior' aparecesse.
    • Sophie Grigorievna tomou a iniciativa de enviar dinheiro e seda a Gurdjieff e, após meses de tensão e apelos, ditou o telegrama que a coroou, instruindo o grupo de Ouspensky a entrar em contato com Gurdjieff em Paris.
  • Após um período de intensa indecisão em Lyne Place, um telegrama do próprio Gurdjieff, que os declarava ovelhas sem pastor e os convocava a ele, fechou o triângulo mágico entre os grupos inglês, americano e a fonte parisiense.
    • O telegrama de Gurdjieff, lido de forma contundente, foi o catalisador final para a reunião dos grupos.
  • Gurdjieff dedicou-se estoicamente à reconciliação, acolhendo inúmeros candidatos em sua mesa, como Dorothy Caruso, cujo romantismo inicial se desfez diante da força espiritual do velho homem, a quem ela achou 'de partir o coração'.
    • Dorothy Caruso chegou com noções românticas, mas ao ver Gurdjieff, suas ideias preconcebidas desapareceram, substituídas pela visão de um velho cuja força de espírito emanava com tal força de seu corpo enfraquecido que ela ficou galvanizada.
  • Gurdjieff acolheu a alienação de Dorothy Caruso, instruindo-a a 'ajudar seu pai' falecido como uma forma de trabalhar sobre si mesma, um gesto que simbolizava sua recusa em rejeitar quem quer que fosse.
    • Gurdjieff explicou a Dorothy que sua presença ali se devia ao pai e que ela devia reparar por ele, trabalhando em si mesma, e que o que fizesse por si mesma, faria também por ele.
    • Apesar do mistério de suas palavras, o fato encorajador era que Gurdjieff não a rejeitava, mas atraía cada vez mais candidatos à sua mesa.
  • Maurice Nicoll, sentindo-se inadequado para 'reentrar no útero da mãe', manteve seu grupo afastado de Paris, enquanto John Godolphin Bennett, por acaso, recebeu de Sophie Grigorievna Ouspensky o conselho para ir a Gurdjieff, o que ele fez sem dificuldade.
    • Não há registros de como Gurdjieff abordou Nicoll, que se sentia confortável em suas certezas e não foi a Paris.
    • Bennett, em visita a Franklin Farms, confidenciou a Mme Ouspensky seu sentido de uma presença após a morte de Ouspensky, e ela o aconselhou a ir a Gurdjieff, que não era louco e estava em Paris.
  • Bennett, aos cinquenta e um anos, ofereceu a Gurdjieff duzentos pupilos e uma fazenda, reatando um vínculo rompido em 1924, e foi recebido pessoalmente pelo velho homem, cuja presença era tão imponente e perigosa quanto o Everest.
    • Bennett não teve dificuldade em reabraçar Gurdjieff, oferecendo-lhe seus pupilos e uma propriedade, simbolizando o fluxo anglo-saxão de volta à fonte.
    • Gurdjieff, com seu fez, sapatos de pelica e barriga triunfante, confrontou seu apologista com uma atenção imperturbável, tão perigoso e caro quanto a aureomicina.
  • Gurdjieff, após examinar Bennett com um olhar penetrante, afirmou não se lembrar dele, mas decifrou no homem de Coombe Springs um desafio particular, representado por sua espiritualidade rica e ambições de ser um apóstolo e de se tornar imortal.
    • Apesar de não se lembrar de Bennett, o olhar de Gurdjieff parecia capaz de insinuar-se na psique de um homem e descobrir seus segredos e delinquir.
    • A espiritualidade de Bennett, marcada por jejuns, vigílias e sinais, e suas ambições de ser um apóstolo e de se tornar imortal, constituíam um desafio particular para Gurdjieff.
  • Gurdjieff usou Bennett, mas foi com sua esposa Winifred, a 'Polly', que demonstrou seu poder de cura, aliviando instantaneamente sua dor ao tomá-la para si mesmo.
    • Polly Bennett sofria de uma doença grave que intrigava os médicos, e ela escondia seu sofrimento atrás de um estoicismo bem-educado.
    • Gurdjieff percebeu a dor de Polly, deu-lhe dois comprimidos e, após a remissão quase instantânea, perguntou onde a dor estava, ao que ela respondeu, com lágrimas, que ele a havia tomado, e ele respondeu que agora poderia ajudá-la.
  • Em 8 de agosto de 1948, Gurdjieff sofreu um grave acidente de carro que matou o motorista do caminhão envolvido e o deixou com múltiplas fraturas e hemorragia, mas ele permaneceu consciente durante o resgate e foi levado de volta a Paris por Jeanne de Salzmann.
    • O acidente ocorreu quando Gurdjieff passava por Montargis, matando o motorista bêbado do caminhão.
    • Gurdjieff sofreu ferimentos graves, incluindo costelas quebradas, crânio fraturado e pulmões com sangue, mas permaneceu consciente e dirigiu os socorristas para evitar sangramento fatal.
    • Jeanne de Salzmann dirigiu a toda velocidade para Montargis, retirou Gurdjieff do hospital e o trouxe de volta a Paris em marcha lenta.
  • Ao chegar em Paris, Gurdjieff, apesar de parecer um morto-vivo, recusou morfina e presidiu um jantar agonizante, brindando a todos os tipos de idiotas com uma força de vontade aterrorizante, antes de ser recolhido aos cuidados de Mme de Salzmann.
    • Gurdjieff saiu do carro coberto de sangue, com o rosto roxo, e anunciou que todos os órgãos estavam destruídos e que era preciso fazer novos.
    • Durante o jantar, com a garganta envolta em gaze e os dedos dilacerados, Gurdjieff presidiu com uma beleza aterrorizante e recusou morfina.
    • Gurdjieff propôs uma série de brindes aos idiotas, culminando nos 'Hopeless Idiots', com uma ressonância tão terrível e próxima que os convidados se dispersaram por insistência de Mme de Salzmann.
  • Gurdjieff provou ser um paciente terrível que recusava tratamentos convencionais, mas, contra todas as expectativas, curou-se misteriosamente em uma semana, parecendo mais jovem do que antes do acidente.
    • Gurdjieff recusou raios-X, repouso e penicilina, e uma enfermeira questionou se ele queria morrer, pois estava se matando.
    • Apesar da dor, ele recusou morfina, afirmando ter descoberto 'como viver com a dor'.
    • Uma semana após o acidente, Gurdjieff estava em seus cafés favoritos, completamente recuperado e aparentando mais juventude do que antes.
  • O hiato de dez meses entre a morte de Ouspensky e o acidente de Gurdjieff terminou com a confluência de seis correntes tributárias de pupilos em Paris, confrontadas como nunca antes com a perigosa diversidade e historicidade do Trabalho.
    • No final de agosto de 1948, não menos que seis grupos desiguais começaram a se misturar em Paris: de Londres, Nova York, Lyne, Mendham, Coombe Springs e o grupo francês.
  • A busca por harmonia e fraternidade universal no apartamento de Gurdjieff era demasiado séria para uma camaradagem instantânea, pois cada líder de grupo, apesar das melhores resoluções, tinha opiniões forjadas por um contato íntimo e exigente com o Trabalho.
    • O dito do Novo Testamento sobre a porta estreita e o caminho apertado e os falsos profetas era tacitamente mantido por todos os recém-chegados, não exatamente conciliatório.
    • O encontro com Gurdjieff, que consumia a energia e os recursos de uma vida, deixava uma opinião formada num nível de validade muito peculiar, tensionando as afabilidades iniciais entre os líderes dos grupos.
  • Gurdjieff, o colecionador de 'filhos e filhas', unia sua prole espiritual briguenta através de um paternalismo único, ensinando não com retórica, mas através de situações, e classificando os pupilos não por nacionalidade, mas por sua 'idiotice' indicativa, o que provou ter um poderoso efeito coesivo.
    • No salão de Gurdjieff, os recém-chegados observavam uma coleção de estatuetas, mas o verdadeiro colecionador era de 'filhos e filhas'.
    • Gurdjieff ensinava através de entrevistas, olhares, intimações sussurradas, enquanto bebia, xingava e contava piadas.
    • A estranha especiação de uma idiotice universal, celebrada em múltiplos brindes, provou ter um poderoso efeito coesivo.
  • Os familiares de Ouspensky, com suas faces de capela, viram sua intelectualidade desafiada por Gurdjieff, que insistia no sentir e no remorso, e cujos métodos surrealistas, como a ênfase em enemas, frustravam as expectativas baseadas na memória de diagramas e sistemas.
    • Os pupilos de Ouspensky, acostumados a diagramas e sistemas, foram confrontados com a insistência de Gurdjieff no sentir e no remorso.
    • A declaração alarmante de Gurdjieff sobre a necessidade de um enema diário não era o que se esperava do encontro.
  • A transição de Ouspensky para Gurdjieff, inicialmente percebida como uma mudança do saturnino para o jovial, revelou-se perigosa para a consciência, com a diferenciação entre idiotas objetivos e subjetivos carregada de significado insuportável.
    • O ambiente dos jantares era pesado para o fígado e para a consciência.
    • A distinção entre idiotas hopeless objetivos e subjetivos, transmitida por Gurdjieff com a intensidade de um Jeremiah, era de uma realidade aterrorizante, levando homens adultos ao choro.
  • Kenneth Walker, um dos mais antigos pupilos de Ouspensky, chegou a Paris abatido pela morte do mestre, mas Gurdjieff o recebeu com verdadeira compaixão, rejuvenescendo-o e restaurando sua fé e esperança.
    • A transformação de Walker sob os cuidados de Gurdjieff foi uma grande alegria de se testemunhar.
  • Em setembro de 1948, Gurdjieff iniciou a busca por uma sede campestre, um novo 'Prieuré', que despertou um entusiasmo francês antes inexistente, e rapidamente surgiu a possibilidade de adquirir o Château de Voisins em Rambouillet.
    • Gurdjieff expressou a necessidade de um lugar mais sólido para que as esperanças privadas de seus pupilos fossem subsumidas num objetivo comum.
    • A oportunidade de alugar o Château de Voisins surgiu em condições providenciais, e Jeanne de Salzmann e J. G. Bennett trabalharam arduamente nela.
  • A estratégia de Gurdjieff mudou do castelo para a publicação de “Beelzebub's Tales to His Grandson”, seu ensino quintessencial, um texto que, após vinte anos, permanecia inédito e cuja publicação iminente implicava o seu próprio 'desaparecimento'.
    • O livro era mais importante que o castelo, e a mudança de ênfase trazia a consequência perturbadora de que, uma vez “Beelzebub” publicado, Gurdjieff 'desapareceria'.
    • Frank Pinder argumentou por mais tempo para editar o livro, mas Gurdjieff decidiu que não havia tempo e que o livro, um 'diamante bruto', teria que ser publicado como estava.
    • O plano era que o livro fosse caro para os discípulos, que assim financiariam cópias gratuitas para o público, e que fosse lido em voz alta em clubes de trabalhadores.
  • A fraqueza e a força do esquema 'Voisins-Beeizebub' residiam no financiamento, e a necessidade de dólares levou Gurdjieff a preparar dezoito pessoas para uma demonstração de Movimentos em Nova York.
    • O dinheiro necessário para o castelo ou para o livro teria que vir da França, da Inglaterra ou da América.
    • O faro de Gurdjieff sentiu o cheiro de dólares, e ele anunciou sua intenção de preparar dezoito pessoas para demonstrar seus Movimentos em Nova York.
  • A preparação para a viagem a Nova York sacrificou a perfeição técnica dos dançarinos franceses no altar da integração, com os pés ingleses inexperientes ensaiando desesperadamente sob a orientação paciente dos franceses.
    • Gurdjieff sacrificou a perfeição técnica dos franceses para integrar os ingleses na Demonstração Class.
    • Os pés ingleses, descritos como 'primos do elefante', ensaiavam para se tornarem 'primos do gato', sob a orientação dos franceses, cuja boa vontade foi exaustivamente testada.
  • Gurdjieff, como portador do Passaporte Nansen, enfrentou complicações burocráticas para viajar, mas a influência secreta de seus pupilos, incluindo a garantia pessoal de um ex-Primeiro Ministro francês, resolveu o impasse e lhe garantiu o visto para os EUA.
    • A gendarmaria parisiense estava satisfeita com a ida de Gurdjieff à América, mas não lhe concederia um visto de reentrada, o que impedia o visto americano.
    • A influência de seus pupilos alcançou as alturas diplomáticas, e todos os documentos vitais foram emitidos com a garantia pessoal de um ex-Primeiro Ministro francês.
  • Em 30 de outubro de 1948, Gurdjieff partiu para Nova York com Jeanne de Salzmann, deixando para trás uma companhia cuja coesão surpreendente foi observada por Dorothy Caruso, e nomeando Bennett como Diretor durante sua ausência.
    • Dorothy Caruso testemunhou uma crescente sensação de harmonia que relacionava tudo dentro da sala, vibrando em uníssono como um acorde musical.
    • No almoço de despedida, Gurdjieff nomeou Bennett como Diretor e propôs ele próprio a saúde dos ingleses, agradecendo por partir livre de dívidas.
  • Ao embarcar em Le Havre, Gurdjieff mais uma vez 'produziu-se' no teatro da partida, envolvido em mensagens, apartes e incidentes cômicos, sem que ninguém percebesse no grito da gaivota o presságio de que exatamente um ano depois ele estaria morto.
    • O engajamento salgado de Gurdjieff com a vida e seu prazer feroz por sua especificidade surreal pareciam prometer-lhe uma tenure sem fim.
    • Ninguém captou no grito da gaivota o presságio de que exatamente um ano depois, Gurdjieff estaria morto.
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