User Tools

Site Tools


autores-obras:nott:ny-fontainebleau-1923-1925-2

New York e Fontainebleau 1923-5 (2)

C. S. Nott. Teachings of Gurdjieff. A Pupil’s Journal. An Account of Some Years With G. I. Gurdjieff and A. R. Orage in New York and at Fontainebleau-Avon. London: Routledge & Kegan Paul, 1961

  • O exercício de interrupção, denominado Stop, exige que o aluno estanque todo e qualquer movimento físico, expressão facial e direção do olhar sob um comando externo súbito, visando a quebra do automatismo psicomotor e a observação do ser sob uma luz inteiramente nova.
    • A imobilidade deve ser absoluta e instantânea, independentemente da atividade em curso.
    • Posturas resultantes do comando servem como base para o trabalho mental e o fortalecimento da vontade.
    • A interrupção súbita força o corpo a posições habitualmente ignoradas durante as transições inconscientes.
    • A observação de si em posturas não habituais permite romper o círculo vicioso da mecanicidade.
  • A suposta arbitrariedade dos movimentos humanos é uma ilusão decorrente da interdependência mecânica entre as funções motora, emocional e mental, as quais operam em um circuito fechado de hábitos que apenas um comando externo pode suspender temporariamente.
    • Cada movimento voluntário ou involuntário representa uma transição entre posturas automáticas limitadas pela personalidade.
    • A mudança em uma função acarreta necessariamente alterações nas demais.
    • A aquisição de novas posturas físicas é impossibilitada na vida ordinária pelo automatismo do pensamento.
    • O Stop permite que os corpos sutis do pensamento e da emoção assumam novas formas enquanto o corpo físico é mantido em posição infrequente.
    • O comando externo substitui a vontade do aluno, que é incapaz de ordenar a si mesmo a interrupção devido ao peso das funções combinadas.
  • Gurdjieff, cuja presença física evocava força e agilidade sem se enquadrar nos estereótipos de mestre ou filósofo, conduziu pessoalmente as demonstrações do exercício Stop, transformando instantaneamente o grupo de alunos em estátuas vivas.
    • A aparência do instrutor sugeria a de um explorador arqueológico da Ásia Central.
    • O olhar de Gurdjieff foi descrito como penetrante e capaz de abranger todo o auditório.
    • O relaxamento do exercício era ordenado pelo comando Davolna.
  • As danças folclóricas e rurais, denominadas Chorovods, foram apresentadas como preservações de tradições asiáticas e gregas antigas, exemplificando a conexão entre movimentos rítmicos e a cultura de povos como os turcos e os tikins.
    • Madame de Hartmann introduziu as danças com breves explicações históricas.
    • Uma dança da região de Kumurhana revelou semelhanças com posturas de vasos da Grécia antiga.
    • O festival de tapetes dos tikins da Transcaspásia incluiu a compressão de fibras de lã em ritmo musical.
  • O trabalho manual realizado ritmicamente, conforme observado no Instituto e em tradições orientais, demonstra um aumento significativo na produtividade e na satisfação instintiva em comparação ao ritmo desumano das máquinas e da automação moderna.
    • Acompanhamento musical em construções colossais do Oriente antigo é atestado por inscrições.
    • A produtividade no Instituto aumentou de cinco a vinte vezes com o uso de ritmos musicais.
    • Foram demonstradas tarefas de cardar lã, costura e tecelagem de tapetes.
    • A ausência de ritmo humano na indústria contemporânea é apontada como causa de desequilíbrios e tendências criminosas.
    • O human-esseral e o ritmo instintivo são suprimidos pela esteira transportadora.
  • Os fenômenos apresentados pelo Instituto dividem-se em truques, semitruques e fenômenos sobrenaturais reais, sendo estes últimos baseados em leis ainda não explicadas pela ciência oficial e exigindo rigorosa preparação ética e intelectual dos investigadores.
    • Truques envolvem artifícios que simulam forças naturais inexistentes.
    • Semitruques, como a localização de objetos ocultos, baseiam-se na leitura inconsciente de reações musculares e vibrações físicas.
    • Fenômenos reais consistem na reação de forças inferiores ao impacto de níveis superiores de energia ou consciência.
    • O estudo de fenômenos reais exige conhecimento especializado, ceticismo natural e confiabilidade moral para evitar abusos egoístas.
    • O conhecimento dos truques é necessário para desenvolver o sentido crítico e a imparcialidade do aluno.
  • Demonstrações de memória prodigiosa e transmissão de informações à distância foram realizadas pelos alunos, evidenciando que o desenvolvimento de faculdades específicas ocorre de forma indireta através do trabalho geral sobre a totalidade do homem.
    • Alunos memorizaram quarenta palavras estranhas em diversos idiomas após uma única leitura.
    • Nomes de óperas e formas de objetos foram transmitidos mentalmente por Madame de Hartmann aos alunos no palco.
    • Um objeto Tiki de jade da Nova Zelândia foi descrito com exatidão por meio de representação à distância.
    • Desenhos rápidos e precisos de criaturas diversas foram executados por de Salzmann sob sugestão do público.
  • A complexidade das demonstrações superou o nível de ilusionistas profissionais, deixando o público em estado de mistificação perante o que se revelaria, posteriormente, como uma manifestação de magia real.
    • A presença de conhecidos da relatora entre os alunos causou surpresa e alívio inicial.
    • A percepção da existência de fenômenos reais durante a sessão só foi alcançada após longo período de estudo posterior.
autores-obras/nott/ny-fontainebleau-1923-1925-2.txt · Last modified: by 127.0.0.1

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki