autores-obras:nott:ny-fontainebleau-1923-1925-6
New York e Fontainebleau 1923-5 (6)
C. S. Nott. Teachings of Gurdjieff. A Pupil’s Journal. An Account of Some Years With G. I. Gurdjieff and A. R. Orage in New York and at Fontainebleau-Avon. London: Routledge & Kegan Paul, 1961
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Em uma reunião ocorrida em meados de janeiro de 1924 no O'Neil Studio, a entrada de Gurdjieff, portando uma batata assada e trajando chinelos de tapete, rompeu a formalidade da audiência e precedeu uma sessão de perguntas e respostas sobre as leis fundamentais do sistema.
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O público era composto por indivíduos de posses, interessados em arte e ideias contemporâneas.
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A quebra da tensão inicial foi operada pelo humor e pela postura informal do instrutor.
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A transição para o discurso doutrinário ocorreu após a dissipação do ambiente carregado.
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A Lei de Três é exemplificada pela produção do pão, onde a farinha e a água requerem a presença de um terceiro elemento — o calor — para que se obtenha um resultado, evidenciando que três forças ou princípios são necessários em qualquer processo de criação.
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A síntese de elementos divergentes depende de uma força neutralizante ou mediadora.
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O resultado é condicionado à interação harmônica desses três princípios fundamentais.
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A distinção entre as polaridades humana e feminina reside no desenvolvimento predominante da mente no homem e dos sentimentos na mulher, sendo imperativo que ambos cultivem as faculdades opostas para que a realidade seja devidamente percebida através do pensamento, do sentimento e da sensação.
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A lógica masculina e a emocionalidade feminina são consideradas estados parciais do ser.
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O homem deve aprender a sentir, enquanto a mulher deve aprender a pensar de forma deliberada.
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A compreensão integral de qualquer fenômeno exige a participação coordenada dos três processos psíquicos.
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A confusão habitual entre o sentir e o sensar constitui um obstáculo ao autoconhecimento e exige trabalho rigoroso para ser superada.
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O sofrimento humano é classificado em duas categorias distintas: o sofrimento mecânico, passivo e inconsciente da vida ordinária, e o sofrimento voluntário, que possui valor transformador e exige a renúncia às identificações subjetivas para o acesso a um nível superior de existência.
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A maioria das aflições cotidianas decorre de reações automáticas a ofensas ao ego ou desconfortos físicos.
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O fluxo da existência divide-se em dois rios, sendo o segundo o destino daqueles que buscam o desenvolvimento consciente.
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A transição para o sofrimento de valor exige o abandono de tudo o que constitui a personalidade mecânica.
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O amor ordinário é inseparável do ódio e decorre de associações agradáveis, emanações físico-químicas dos centros ou projeções egoístas, diferindo do amor real que só é acessível àquele que alcançou o estado de ser e de fazer.
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A atração e a repulsão operam sob influências externas e subjetivas, como piedade ou senso de superioridade.
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O amor de sentimento evoca seu oposto e gera sofrimento para os envolvidos.
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O amor sexual cessa com o desaparecimento da atração física entre homem e mulher.
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A capacidade de amar está condicionada à unidade do ser; sem ser, o indivíduo apenas reage a estímulos.
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A prática inicial do amor deve ser direcionada a plantas e animais como preparação para a relação com os seres humanos.
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O reconhecimento da própria ignorância sobre o que é o bem para o outro constitui um estágio avançado de percepção.
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