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XLI O dervixe bokhariano Hadji-Asvatz-Troov [BTG]

GURDJIEFF — Uma Crítica Objetivamente Imparcial da Vida do Homem - Relatos de Belzebu a seu Neto (RBN)

Resumo da tradução inglesa de 1950 (BTG XLI)

LIVRO III

XL Belzebu conta como as pessoas aprenderam e em seguida esqueceram sobre a lei cósmica fundamental do Heptaparaparshinokh [BTG] ⇒ XLI O DERVIXE BOKHARIANO HADJI-ASVATZ-TROOV ⇒ XLII Belzebu na América [BTG]

B relata seu primeiro encontro com um ser terrestre tricerebrado contemporâneo, Hadji-Asvatz-Troov, que ele conheceu através de outro dervixe, Hadji-Zephir-Bogga-Eddin, em Bokhara. Esse encontro é considerado muito interessante e instrutivo, pois Hadji-Asvatz-Troov possui conhecimento sobre a antiga ciência chinesa “Shat-Chai-Mernis”, fragmentos da informação verdadeira sobre a lei cósmica sagrada de Heptaparaparshinokh.

B expressa preocupação que esses fragmentos de conhecimento genuíno possam cair nas mãos de “cientistas” contemporâneos, que, devido à sua tendência a “saber tudo”, distorceriam seu sentido e extinguiriam a já escassa razão dos outros seres tricerebrados.

Hadji-Zephir-Bogga-Eddin leva B até Hadji-Asvatz-Troov, que vivia isolado nas montanhas de Bokhara Superior, realizando experimentos relacionados a essa ciência. Chega-se ao laboratório escondido, envolvendo a movimentação de uma laje de pedra e o uso de um dispositivo de comunicação incomum, seguido pela abertura de uma rocha para revelar uma entrada para uma caverna iluminada por gás e eletricidade, o que surpreendeu B.

Dentro da caverna, encontram Hadji-Asvatz-Troov, um homem idoso e magro, amigo de Hadji-Zephir-Bogga-Eddin. Enquanto compartilham uma refeição, o primeiro dervixe explica o interesse de B na ciência Shat-Chai-Mernis. Hadji-Asvatz-Troov, por sua vez, demonstra profundo conhecimento prático dessa ciência, adquirido ao longo de dez anos de estudo exclusivo.

B fica surpreso com as realizações científicas de Hadji-Asvatz-Troov, dado o esquecimento desse conhecimento na Terra. Também observa as relações interpessoais artificiais e calculadas dos humanos contemporâneos, contrastando-as com a genuína amizade ainda encontrada em certas partes do planeta. A amizade entre Hadji-Asvatz-Troov e Hadji-Zephir-Bogga-Eddin, e a extensão dessa amizade a B, são cruciais para o relacionamento que se estabelece.

Durante a conversa, que se concentra na natureza e significado das vibrações, Hadji-Asvatz-Troov explica que seu interesse pela ciência Shat-Chai-Mernis surgiu da investigação das leis de vibração do som. Ele, originalmente um fabricante de instrumentos musicais, foi desafiado por seu Sheik a criar um instrumento que qualquer dervixe pudesse tocar mecanicamente para produzir as melodias dos cânticos sagrados, que antes geravam sensações profundas quando tocados em instrumentos de corda, mas não em instrumentos de sopro.

Ao tentar afinar as cordas de um Zimbal mecânico que estava desenvolvendo com seu amigo Kerbalai-Azis-Nuaran, Hadji-Asvatz-Troov percebeu que o princípio da proporção inversa entre o comprimento da corda e o número de vibrações nem sempre resultava em “consonância harmônica comum”. Essa constatação o levou a investigar a fundo as leis de vibração.

Ele e Kerbalai-Azis-Nuaran dedicaram metade do tempo a completar o Zimbal mecânico (que se assemelhava a um órgão de mão com sons de quarto de tom) e a outra metade às investigações sobre vibrações. O Sheik os apoiou financeiramente para que pudessem se dedicar a essa pesquisa.

Eles se mudaram para a caverna nas montanhas, onde viveram e trabalharam em harmonia até a trágica morte de Kerbalai-Azis-Nuaran, atingido por uma bala perdida durante um conflito perto do rio Amu Darya. Hadji-Asvatz-Troov enterrou seu amigo ali mesmo na caverna.

Após relatar a história de seu interesse e a perda de seu amigo, Hadji-Asvatz-Troov mostra a B a seção principal do laboratório. O local era forrado com feltro espesso para isolamento acústico e continha diversos aparelhos experimentais. Entre eles, estava um piano de cauda com numerosos “vibrometros” acoplados às cordas para medir o “grau de vivificação das vibrações de várias fontes”, o que aumenta ainda mais o espanto de B pela presença de tais instrumentos em um local tão remoto e sem infraestrutura aparente.

Havia também um aparelho estranho com máscaras e tubos, posteriormente explicado como um sistema para fornecer ar durante experimentos em um ambiente hermeticamente fechado.

Hadji-Asvatz-Troov menciona que ele e Kerbalai-Azis-Nuaran estudaram teorias vibracionais de cientistas antigos de várias culturas e construíram aparelhos baseados nelas, inclusive modificando um monocórdio de Pitágoras para criar o que chama de “vibrosho”. Esse aparelho, descrito como uma tábua de dois metros com uma única corda, trastes e numerosos vibrometros, era crucial para seus experimentos sobre a natureza e as leis das vibrações.

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