A vida é real só quando eu sou
GURDJIEFF OBRA — A VIDA É REAL SÓ QUANDO «SOU»
LIVRO DIGITAL: LIFE IS REAL…
AUDIOLIVRO: Internet Archive
Segundo alguns críticos:
O livro tão esperado, até pelo propósito formulado por G. ao conceber “O TODO E TUDO”:
Assistir o surgimento na mentação e nos sentimentos do leitor de uma representação verdadeira e não fantástica, não daquele mundo ilusório que agora percebe, mas do mundo existente em realidade.
O que foi publicado como terceira séria não parece ser nada daquilo que foi antecipado, levando a crer que se este livro realmente foi escrito, e não foi destruído como afirmam alguns rumores, ainda não foi tornado público.
Não acompanho… O livro é exatamente o que o título indica, relatando “acontecimentos biográficos” como situações exemplares de “vida real quando se é…”.
Há uma apresentação da Terceira Série feita por J. G. Bennett, encabeçando uma cópia que possuía do manuscrito e tencionava publicar. Como qualquer tentativa de interpretação desta obra corre sérios riscos de falseá-la, sugiro algumas ponderações.
Embora com aparência de cenas de sua vida, os “quadros pintados” por G não constituem e não podem constituir episódios de uma vida. Não temos, nem mesmo enquanto “homens notáveis”, como retratar a totalidade da existencialidade e da facticidade de uma eventual sucessão de acontecimentos ocorridos. Nossa memória só guarda apenas vestígios, traços, que dificilmente têm a possibilidade de reunir e articular em um todo uma vida, e nem mesmo eventos de uma vida.
Os “quadros pintados” por G de sua “vida”, nesta Terceira Série, só têm sentido e portanto têm alguma possibilidade de retratar episódios de uma “vida real”, quando “Eu Sou”, o que é um ato supremo e absolutamente não voluntarioso, como afirma com máxima cautela o próprio título da obra. Este título é um alerta para se ter sempre quanto ao modo de como se aproximar e lidar com os “cenários” apresentados reunindo esboços de acontecimentos aparentes, passados e presentes, a fim de justamente despertar este reconhecimento de “Eu Sou” no leitor, como o foi no autor, diante destas impressões de “quadros de uma vida”.
A Terceira Série reúne assim algo como “fábulas alegóricas” de uma “vida” com intencional possibilidade de “ser real” só quando “Eu Sou”, o que sempre se dá mas que raramente se reconhece, até porque seu reconhecimento não é de um “eu”, que justamente se extingue quando “Eu Sou”.
