Unfolding (realizando)
William Segal, The Structure of Man (Sunderland, Mass.: Green River Press, 1987)
Observando em silêncio, sem antecipar nada, estou aberto ao que está aqui, agora. Observo a mim mesmo lendo estas palavras. Leio devagar. Vejo a maneira como estou sentado. Sinto meu corpo, o surgimento e o movimento dos pensamentos, dos sentimentos — a maneira como minha respiração vem e vai. Sou a testemunha e o ato de testemunhar, observando passivamente e sendo observado ativamente.
Vejo que pode haver um desapego ainda maior, o início de uma relação com uma quietude interior imutável. Como uma folha de papel em branco que mantém sua natureza, permaneço receptivo, mas imaculado, silenciosamente em contato com o que está ocorrendo, com a atenção totalmente no momento. Há ajuda em uma pausa? Em um desdobramento para um novo tempo/espaço? Existe uma maneira de ser sem fazer?
Ao ouvir o silêncio que está presente na quietude, tomo consciência de uma nova teia de relações, de uma unidade que leva a estrutura corpo/mente a outro limiar. Sinto que há outra Realidade que pode ser servida. Mais uma vez, uma pausa.
Será que a fragilidade da minha atenção sobreviverá à experiência de virar esta página?
